O mundo de Palavras: poesia

Bem Vindo/a

Sejam bem vindos ao "Mundo de Palavras", este é um blogue de autor e parte integrante do projecto Poesia Portugal, nascido a 1 de Janeiro de 2009 tem como principal objectivo levar a poesia e a minha opinião pessoal mais longe, tem também como objectivo unir o público e os escritores através do projecto Poesia Portugal.

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Saudações
José Pina
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
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11/04/2015

Tu és a força do mundo !

Tu és o sentimento de quem está tonta,
por entre decisões em que o medo toma conta.
Não tenhas medo, cerra os punhos,
enfrenta esta vida em que ninguém faz de conta.

Dizes não ser feliz, peço te que olhes á tua volta,
já viste bem quantos dizem o contrário e no prato nem sopa nem alimento diário.
Chegaste aqui pela estrada da vida, essa que felizmente te trouxe,
agora sorri e pensa que o passado é pó assente num elástico frouxo.

Levanta te e cerra esses punhos, faz desses olhos lasers de emoção,
acredita que o passado do que viveste, apenas te vai trazer recordação.
Neste futuro imperial, em que afirmas teres sido feliz mas recordas apenas vagamente,
isso é porque sem a vontade, toda a felicidade segue em frente.

Tens de correr, lutar e suar por ela, é uma corrida sem meta e sem lugar,
porque hoje és tu a ter de correr para a alcançar.
E não me digas que não consegues,
porque só não consegue quem não tenta e eu sei que tu és mais forte do que os acontecimentos que se sucedem.

Não faças perguntas, não olhes o passado, levanta a cabeça e pensa no futuro,
o passado é uma miragem da aprendizagem que tiveste num outro lugar e mundo.
Se este tempo que hoje paramos não te chegar,
não faz mal, vamos cá ficar até ao barco bater e naufragar por entre este universo defunto.

Não sintas sem mostrar,
isso é algo que te peço sem pestanejar.
Porque é difícil adivinhar,
o que alguém sente sem mostrar ou falar.

Tu tens tudo o que o mundo precisa,
encontra essas necessidades.
Hoje não é hora para ficar de camisa,
num treino que vai além das nossas idades.

José Pina , 11-04-2015 , Rotterdão - Holanda.

05/04/2015

Dedicatórias

Boas pessoal, nos próximos dias vou lançar várias dedicatórias a vários blogues da blogosfera nacional, fiquem atentos(as) a este post e aos próximos com um titulo semelhante.

Anahttp://friendshipandstyle.blogspot.pt/ Cliquem control para abrirem num separador á parte.
[A]nda de nuvem para nuvem com o sonho de quem não escuta,
[N]ão que o tempo seja bruto, neste sonho que hoje é absoluto.
[A]té que o sorriso se desvaneça, continua porque o caminho não é feito de sonecas.
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Ligía Duarte  - http://diariodeumaafrohair.blogspot.pt/ Cliquem control para abrirem num separador á parte.
[L]ogo que o tempo passa,
[I]ndagas te do porquê do tempo que não disfarça.
[G]arantes que o teu tempo está incorrecto,
[Í]nverno este que já não mostra afecto.
[A]ntes que o sonho que ainda agora chegou,

[D]este ano que também agora acabou.
[U]nião de uma comunidade,
[A]ntes que o sonho se perca com o passar da idade.
[R]ealmente importante neste sonho português,
[T]enta que o tempo não te transforme em mais uma freguesa.
[E]ntre estas linhas que te transformam numa princesa.

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Bruna Britohttp://www.confissoesdos20etais.blogspot.pt/ Cliquem control para abrirem num separador á parte.

[B]uscas neste mundo as confissões,
[R]ecordando os 20 e outras tantas noções.
[U]niversais , das quais já não há mais,
[N]ão sabes quais mas desconfias que serão maiorais.
[A]nda, o tempo é uma porta neste sonho que essa barragem já não comporta.

[B]rinca com palavras,videos e imagens,
[R]ecorda os tempos passados e os ideais.
[I]nforma os teus vicios e gostos,
[T]ransforma o futuro com a mão nesses gabaritos.
[O]nde a onda deste mar não chega e o passado já se transformou na mais nova bodega.

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30/03/2015

Passo a passo e mensagem para os leitores


Pegando nas palavras de "Valete" aqui fica mais um texto para "O mundo de Palavras", deixem a vossa opinião,sugestão ou critica nos comentários.
"Passo a Passo"

Passo a passo nesta roda a que chamamos vida,
em que a fita se torna curta e o tempo já não madruga.
Procuro nesta imensidão de aspectos uma razão para que valha a pena a continuação,
porque a escrita é emoção e não eloquência ou casualidade.

Passamos hoje a caminho de mais um ano em que a escrita é parte importante do que vou fazendo,
um desabafo de quem sente e vai escrevendo o que o coração sente.
Nunca palavras valeram tanto neste silêncio que hoje já pouco vale,
neste mundo onde provo que a palavra provoca emoção e te tira da razão.

O mundo muda a cada gesto teu,
por isso age e deixa de te armar em ateu.
Se o tempo não te chegar,
vive o presente e deixa o futuro visitar te.
Se no final nada se passar,
liga me e vamos conversar.
Porque no tempo já nada escapa,
a quem hoje não fala sobre esta nova etapa.

José Pina , Rotterdão , Holanda , 30-03-2015 . 

A razão da falta de frequência nas postagens:

A continuação da paixão que um dia nasceu, pelas palavras, pelo ritmo, pelo companheirismo que dia após dia, noite após noite e madrugada após madrugada eram sentidos. 
Hoje sou um e um só escritor, a razão da escrita chama se paixão por este espaço que passo a passo e dia após dia vai ganhando forma.
O tempo dirá se um dia vai acabar mas uma coisa eu garanto, enquanto houver 1 leitor este será o meu projecto, esta será a minha casa e o meu espaço, independentemente de quem estiver a apoiar ou a tentar puxar para baixo.
Faz alguns meses que um texto atingiu o topo do que alguma vez escrevi e eu nem reparei, não vou dizer números para que não me digam que me estou a gabar, só reparei nesses números quase 4 meses depois deles terem sido atingidos para verem o quanto eu leio as estatísticas, em compensação respondi a todos os comentários porque apesar de não me importar com estatísticas importo me com quem responde e interage com o que escrevo, é essa a razão da existência do blogue e é por essa interacção que vou continuar a escrever sempre que possa, a minha forma de ser e estar será sempre uma e só uma, independentemente do que escrevam ou pensem sobre mim, independentemente dos carimbos que me tentem por , das ligações que tentem por sobre os meus ombros, uma coisa eu garanto todas essas tentativas terão resposta porque tal como qualquer outro escritor eu defendo os meus projectos e este é o meu projecto, por isso antes de mandarem pedras garantam que os vossos telhados são de pedra e bem rija porque podem esperar pedrada como resposta. 
Resumindo e para que isto não seja um testamento , quero agradecer a todos aqueles e aquelas que continuam a ler,gostar e partilhar o que vou escrevendo, quero pedir desculpa pela pouca postagem dos últimos tempos mas gosto de trazer qualidade quando posto e por isso não gosto de lançar nada quando não estou inspirado e ultimamente tenho tido alguns problemas de motivação.
De qualquer forma obrigado por estarem desse lado e estamos juntos !!!  

27/03/2015

Tempo de Contrariedades

Neste tempo de contrariedades,
criam se inimizades e dizem se verdades.
São feitas correcções por metade,
e calam se as bocas das vaidades.

Mas o tempo que hoje passa,
não passa sem antes dar desgraça.
Com o som que não sai da tua cabeça,
com tudo o que ouves na praça.

O som do apito que não se cala,
na cabeça que hoje já não embala.
Ao som do mais pequeno compasso,
que já não tropeça sobre qualquer amasso.

E hoje esta cabeça cai,
numa almofada que entretanto descai.
Livra se por horas do que a faz pensar,
sonha por minutos com um outro lugar.

José Pina, 27-03-2015 , Rotterdão - Holanda.

15/03/2015

Fogo Invisível

O que fazes quando o tempo te queima,
e te deixa sem eira nem beira neste tempo que te desdenha.
Fazes o que podes e não te preocupas com o amanhã,
nem com o que vem seja com argumentos ou numa ideia vã.

Se te empurrarem faz como os outros,
esquiva te deste fogo que queima os mais ocos.
Sem qualquer razão,
não procures solução para quem não tem visão,
loucos são os que em vão te tentem convencer da sua visão.

Eles vão te mandar bocas, enviar chamas, fazer ofertas,
mas a tua integridade é algo que não se vende por metas.
A visão é algo que lhes faz comichão,
 e o sentimento é de que a tua certeza é mais do que uma convicção.

Não apagues o fogo, deixa arder,
porque nesta floresta que hoje arde já nada vai renascer.
Não sejas mais um dos que se deixa levar,
por aquilo que te querem vender.

 José Pina, 15-03-2015, Rotterdão - Holanda. 

 P.S - Não é dedicado a ninguém nem indirecta a ninguém, apenas algo que saiu espontaneamente.

11/03/2015

As lágrimas de um fado seguro

Nesta segurança do novo século,
deixaram de haver complexos.
Hoje o terror alastra,
ao compasso de qualquer marcha.

Mortes e mortes entre estradas e pontes,
onde o sangue manchou cidades como quem pinta paredes.
Onde o som da morte são as balas a ressoar por entre as fontes,
e onde o tema em cada manhã nos jornais colocados em largos montes.

Numa era em que a guerra foi levada a outro nivel e a outro extremo,
hoje lutam se por bits e com megas a tiro.
São tempos diferentes onde balas voam nas ruas e nos mundos virtuais,
sem haver capacidade para travar tais marginais.

Tempos em que o tempo é parte do que nos resta,
numa guerra fria desde Berlim até Infesta.
Num sonho cru nunca inacabado,
com um tempo salgado com as lágrimas deste nosso fado.


José Pina , 11-03-2015 , Rotterdão - Holanda.

Parabéns Kota Phill

[K]GB, num assassínio que ninguém sente nem vê,
[O]nde os mais falantes são as vozes daquilo em que não se crê.
[T]oldando uma nova era, num novo mundo num novo universo,
[A]té porque hoje é o tempo complexo que não tem credo nem nexo.

[P]or entre as vozes faladoras de quem não sente nem vê,
[H]oje existem outras de quem admira o que se ouve e se revê.
[I]ntegralmente mudam se os pensamentos e provam se as paixões,
[L]igando as emoções e fazendo autênticas tempestades de sorrisos e sensações.
[L]onge vão os tempos em que esta mensagem teria de viajar quilómetros para conquistar uma emoção.


José Pina , 11-03-2015 , Rotterdão - Holanda .

07/02/2015

"Tempo"

Se o tempo me desse tempo eu faria um tempo extra,
para te ensinar que o tempo extra não te trás nenhuma deixa.
Esse tempo que te ensina a ter um novo ser,
não deixa de ser o tempo que te ensina de novo a viver.

Mas o tempo é mais do que tempo,
e o que é o tempo sem contratempos?
Mera imaginação e passatempo,
neste jogo de tantos tormentos.

Mas quem és tu para me dizer que tempo tenho ou de que tempo disponho?
Não sou ninguém, apenas um mensageiro do tempo que quer evitar que tenhas mais um contratempo.
E se esse tempo te abalar,
deixa que te diga que eu vou cá estar.

Na esperança de que o tempo te traga os sonhos que outrora sonhámos,
deixo te a mensagem que os dois escrevemos e embalámos.
Numa garrafa cheia de sonhos e ao mar lançámos,
para no fim adormecermos embalados pelo barulho do mar que nós próprios agitámos.

José Pina , 07 de Fevereiro de 2015.

19/01/2015

As fábulas do sonho

Um universo de lendas e fábulas,
cujo sonho se virou cenas infames.
A vida tornou as um enxame,
No sonho que não passou de espículas.

O tempo avançava a passo largo,
sem melhoras muito menos futuro.
Hoje ele ganha um novo encargo,
sobre o sonho deste novo orgulho.

Os sorrisos que outrora viviam com ele,
transformaram se nos pesadelos que nunca foram dele.
O tempo transformou se no que hoje já não revivemos,
e o futuro no que um dia antevemos.

O mundo tornou se escuro,
o que tantos diziam ser um agouro.
Hoje o tempo que foi uma criança,
transformou se apenas numa lembrança.

José Pina, Rotterdão - Holanda.

20/09/2014

[S]empre que o lápis toca no papel,
[A] vida torna se doce como o mel.
[R]ecordas o tempo que passas pregada aquele pedaço,
[A]té que o tempo passa e te esqueçes do teu compasso.

[G]uias a jogada do teu destino,
[R]ecortas o campo e fazes dele o teu menino.
[I]maginas o jogo da tua vida,
[L]onge sentes as bancadas que o validam.
[O]nde todos te gritam e te ensinam.

[M]as o mundo hoje pára,
[A] tua voz ecoa de forma clara.
[N]ão há silêncio que prevaleça,
[S]em que o teu timbre apareça.
[A]gora é tempo de aproveitar,
[S]empre que o mundo te aceitar.

Jose Pina, 20/09/2014, Rotterdão , Holanda.



Um fado sentido

O tempo não é certo, é um fado incompleto que a cada segundo é escrito, a cada momento relido, a cada minuto sentido e por todos nós revivido.

O fado, a música que nos emociona numa história que ninguém relaciona, num destino que nos devora sobre uma vida que muitos ignoram. 

O porquê? o porquê é uma resposta incompleta, porque a vida não é certa e o nosso mundo é feito de soc
iedades secretas.

Neste fado de que hoje falamos, tú és o fadista da moda, cantas com a alma e devoras a fama sendo o final composto por palmas.

Palmas e salvas de quem nada percebeu,

de quem nada sentiu , de quem nada entendeu, porque tudo o que cantaste nessa noite foram histórias da tua vida, foram experiências sentidas e foram momentos revividos.

Agora é hora de descansar as cinzas, nesse mar que te envolve na brisa de uma praia colorida em que o mundo te deseja boa viagem nessa viagem para uma nova margem. 


José Pina, 20/09/2014, Rotterdão , Holanda.


14/09/2014

Homenagens

Eulalia Rodrigues

[E]ntre sombras e sorrisos,
[U]niões que ninguem separa. 
[L]evemente encara os avisos,
[A]té que o destino a pára.
[L]aribintos de um tempo que parou,
[I]ndagando a razão porque nunca voou.
[A]inda hoje esse tempo está na memória,

[R]ecordado pela vida e pela história.
[O]nde nada consegue apagar essas novas vitórias,
[D]escurando quem mal fala ou enterra as memórias.
[R]eage a frio, procura com brio,
[I]nteragir sem calafrio, procurando apenas de onde adveio.
[G]uitarras tocam no fundo,
[U]ivos acompanham o ritmo deste novo mundo.
[E]ntre as sombras que entretanto se escondem,
[S]em que os sorrisos nelas se percam.

José Pina, 14/09/2014, Rotterdão , Holanda. 

Domingos Marques

[D]e Maia para o mundo,
[O]ndas de felicidade e orgulho.
[M]ergulhadas em cumplicidade e lá no fundo,
[I]nterrogam se as palavras e a razão deste barulho.
[N]ão se conheçem as razões desta vida que levamos,
[G]alopando tempo fora, sem saber do que ansiamos.
[U]nidos pela simples força que nos acompanha,[E]m que o tempo é sentimento e de nós não desdenha.[S]em que a ti peça uma senha,

[M]as, e que vida é esta que de nós procura apenas viagens á mais nobre sardenha.[A]ntes que tudo se transforme numa forma diferente de vida,[R]imos hoje do passado, nas experiências da avenida.[Q]uando o tempo era passado e as memórias eram vividas,[U]lisses bem tentou, mas não ultrapassou o rei midas.
[E]nquanto o tempo for futuro, dependes só da tua força,
[S]e amanhã se tornar passado, encontra te connosco na maior gruta de Arouca.

José Pina, 14/09/2014, Rotterdão, Holanda.

 Paula Leitão

[P]or onde passas,
[A]inda que o mundo se transforme em massas.
[U]topias de uma vida em que não existe alternativas,
[L]iteralmente vivida num extremo em que não existem categorias.
[A]té que o tempo passe e sejam só memórias vividas.

[L]eva esse tempo contigo,
[E]ncontra esse refúgio antigo.
[I]ndaga te sobre o tempo vivido,
[T]enta que o tempo volte a ser um amigo.
[A]final ainda ontem o teu nome eram só 2 palavras,
[O]lha agora , retratado num quadro literário pintado em várias culturas.

José Pina, 14/09/2014, Rotterdão, Holanda.

[B]rumas da luz que transmites,
[R]eencontram o ar que nos torna coerentes.
[U]nidos pelo oxigénio que ambos respiramos,
[N]esta fria noite de Setembro em que vivemos e gostamos.
[A]té que o tempo pare e a luz dê lugar ao luar em que nos conhecemos.

[R]ecordando a vida por entre páginas apagadas de um livro,
[A]inda que por lá não hajam letras, as memórias são um anteparo.
[F]ugimos de um mundo que te olha e desdenha,
[A]inda que a tua mente não tenha uma senha.
[E]nquanto o tempo passa e não sabemos o futuro,
[L]iga te ao passado e vive o teu orgulho.
[A]inda que hoje tudo pareça enevoado, o presente é um presente embrulhado.

José Pina, 14/09/2014, Rotterdão , Holanda. 

[E]ntre as rosas coloridas,
[S]em que as vidas sejam revividas.
[T]entamos que as pontes não sejam mexidas,
[E] que os sorrisos não sejam feitos com toques de midas.
[L]onge é o passado em que tudo era alegria,
[A]gora os tempos são antagónicos e vividos em antipatia.

[P]arece que nada se parece com o que era até á uns tempos,
[I]nterroga se quem não a esquece nem que seja por breves momentos.
[N]unca o tempo foi uma lição tão verdadeira,
[H]oje é a hora de mostrar essa essência derradeira.
[E] agora quem fará de si essa princesa? 
[I]nterrogações e memórias de quem é sua alteza.
[R]isos e memórias em um texto que nada altera,
[O]nda da vida que tudo leva e no fim todos a pegam.

José Pina, 14/09/2014, Rotterdão, Holanda. 





13/09/2014

Tempo de Aproveitar

[T]ens tempo para me ouvir? 
[E]ntão senta te e ouve.
[M]esmo que o tempo pare e nada pareça fazer sentido,
[P]orque nem sempre o tempo é tempo perdido.
[O]ntem o tempo era passado, amanhã será futuro, como tal vive o presente.

[D]esaprovo esse teu lado selvagem, 
[E] rejeitas deixar essa abordagem.

[A]nda comigo,
[P]õe te atento(a).
[R]ecorda te do nosso tempo,
[O]nde as horas não passam e não existem contratempos.
[V]em e sê a contraluz,
[E]ntre os raios que se escondem perante esta janela que reluz.
[I]rritas me em momentos infinitos,
[T]entas encontrar todos os meus defeitos. 
[A]gora digo te sinceramente,
[R]ecordas te desses momentos? 

Jose Pina, 13-09-2014, Rotterdão - Holanda .



07/09/2014

Quem és tu ...

Quem és tu que persegues o mundo, 
sem sentimento profundo?
Quem és tu que não pensas quando falas,
nem sabes quando é que te calas? 
Quem és tu que percorres o teu destino,
em busca do que não encontras no teu ser destemido.

Tu és... 

Um ser que não se cala,
uma voz que não é clara.
Um sussurro que não entendo,
um suspiro que não alcanço.
Um tempo de que desdenho,
Numa vida feita de empenho.

Nós somos...

Aqueles que não se desviam,
de um destino que os ensinam.
Somos quem ensina as leis de um ser,
que de tanto querer aprender acaba por se perder.

José Pina , Rotterdão , 07/09/2014 . 15:45






15/07/2014

Por entre os sonhos

Acordo durante a noite, perdido no tempo, olho á minha volta e nada se destaca, tirando um silêncio profundo nada paira á volta do que era o meu sonho. Levanto me e dirijo me ao frigorifico, faço esta viagem todas as noites mas ainda hoje ao fim de tantos anos este escuro e este silêncio me arrepia, entre outras coisas este silêncio faz me ter um respeito pela vida, faz me ter respeito pelo perigo e com isso impede me de cometer as mais variadas loucuras.

Depois de saciar a minha sede, dirijo me de volta para o quarto, durante todos estes minutos os olhos semi-cerrados tentaram manter vivo o sonho que se desenrolava quando a sede fez o favor de me acordar, infelizmente esse sonho parece não querer voltar, talvez por medo do que o seu significado possa trazer á minha realidade ou simplesmente porque o passeio me fez despertar.

De volta á cama começam as voltas nesta arena redonda que me conforta. voltas e voltas atrás de uma vitória que me permita adormeçer e descansar o corpo e a mente para o raiar do sol que trará um novo dia que vai exigir que eu esteja desperto e activo, mas pelos vistos a arena vence, a madrugada ganha horas na sua extensão e como não podia deixar de ser eu conto as uma a uma enquanto luto para adormecer.

Dou por mim numa sala quadrada com apenas uma mesa e 2 cadeiras, 2 pratos , 2 copos e 1 bilhete, aproximo me desse bilhete e leio o , diz apenas um vago "Bom apetite", penso para comigo onde estou e o que significará aquilo, de súbito a porta abre se , tu entras com um longo vestido de fazer inveja aos anjos, por essa altura pergunto me o que farás ali, lembro me que me tens ignorado durante muito tempo, tu chamas me, eu levanto me e sento te na esperança que pudesse surgir uma explicação.

Tu estalas os dedos e somos servidos, ainda incrédulo pergunto te o porquê de tanto tempo para vivermos este momento, tu respondes me que o tempo tem o seu próprio momento para tudo, apressá lo só tira o valor dos momentos, Sorriu e sirvo te quando de súbito um estrondo faz me acordar, apesar de um sonho interrompido este foi mais um sonho que quero que seja um dia vivido.

José Pina, Roterdão , 15/07/2014.



20/06/2014

O espelho do que passa

O que passa já não passa, 
no futuro que se disfarça.
Com sorrisos de euforia, 
escondem se histórias de magia.

São os espelhos do que se passa, 
e já não mais passa por nós.
Porque quem já cá não passa,
não faz cá falta nem faz dor atroz.

Umbigos do tamanho do mundo,
que não se encolhem perante as verdades.
E no final lá bem no fundo,
descobrem se carecas e saltam lhes saudades.

Ponto final, nesta história de espelhos,
com que jogam os bons e os infiéis.
Agora é a hora de acabar com os recreios,
e colocar um ponto nesta ida que roubou os seus próprios anéis.

José Pina, 20-06-2014, Rotterdão - Holanda.



15/05/2014

Uma súbita partida

Ele andava perdido,
já não conhecia os perigos.
Pelos olhares dos viajantes,
viam se olhares preocupantes.

Muitas vezes ignorados as primeiras impressões,
mas nunca esquecido por quem conhecia as suas ambições.
Hoje o tempo acabou,
o mundo desfez o tempo que já passou.

Ninguém encontra a mais nobre explicação,
para que a realidade na tua cabeça se tenha tornado uma ilusão.
Na cintilante harmonia
que se desfez no final deste dia.

José Pina, 15/05/2014, Rotterdão-Holanda

13/03/2014

Dupla Quadra "Princesa"

És princesa de várias formas,
Quem me dá confiança nas mais variadas sombras.
O teu sorriso é parte do que eu chamo sedução,
É esse sorriso que me faz ter emoção.

Nunca te cales, nunca pares de sorrir,
O teu sorriso é parte do que me faz sentir.
A sombra do que pode acontecer,
É o futuro do que eu quero viver !!

José Pina , 13/03/2014, Rotterdão - Holanda

18/02/2014

Sobre um mundo de opiniões

Andamos sobre um mundo de opiniões,
Agarrados ás mais simples emoções.
Por entre as vitórias ou derrotas,
Sentimos as festas e as sestas das bestas.

Num outro extremo as alegrias compareçem,
Por entre arestas que hoje em dia nos esqueçem.
Relembramos tempos de criança em pequenas lembranças ,
De que o tempo volte num formato de esperança.

Pessoas com as suas opiniões e visões,
Reunidas a uma só mesa, redonda sem arestas ou exaltações.
São pequenos pedaços de céu, com o céu limpo de um dia radioso,
Alturas em que o tempo se torna valioso e o dia se torna maravilhoso.

Trocam se visões sobre a vida, conselhos e informações,
Dum lado o centro de um espelho que hoje não nos traz mais visões.
Finalizam se lembranças que hoje são lembrados como um passado de crianças,
Acabam se os temas e é de novo tempo de voltar a ter velhas lembranças.

José Pina, 18-02-2014.

24/01/2014

Sacanas Sem lei

"Sacanas Sem lei" 

Eles são sacanas,
Não tem lei nem roque.
E sem mais manhas,
Eles entram a dar choque.

São noites e noites,
A falar sobre clubites.
Com coiçes,
A tratar as clubites.

De um lado fogem á verdade,
Do outro atacam sem piedade.
E no meio da cumplicidade,
Perde se a necessidade de retratar a realidade.

Por entre farpas e factos,
Retratam se danos e tachos.
De polvos e povos,
Reunidos por paixões e maus olfactos.

José Pina, 24 Janeiro 2014, Rotterdão - Holanda

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Pedidos de Poemas

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