"Íris"
Íris de sua graça
na realidade era mais uma moça,
perdeu se na imensidão da desgraça
como o simples mendigo se coça.
Hoje percorre as ruas
sem saber por onde anda,
percorre praças frias e cruas
foge das entrelinhas ainda que meio manca.
Lá no fundo ela sabe que o destino
fechou lhe os vários caminhos,
mas também sabe que não pode desistir
porque desistir é parar de sorrir.
Íris era modelo
com aquela cor de cabelo,
Loiro ofuscante, chama quente
hoje é apenas parte daquele momento comovente.
Íris, é o exemplo de quem a vida trai
um destino levado por quem subtrai,
horas a fio agarrada a sujidades
que para ela se tornaram verdades.
Íris largou o seu sorriso
quando o seu umbigo mandou mais que o coração,
hoje é apenas ela e aquele labirinto
que lhe trás mística e emoção.
José Pina
Bem Vindo/a
Sejam bem vindos ao "Mundo de Palavras", este é um blogue de autor e parte integrante do projecto Poesia Portugal, nascido a 1 de Janeiro de 2009 tem como principal objectivo levar a poesia e a minha opinião pessoal mais longe, tem também como objectivo unir o público e os escritores através do projecto Poesia Portugal.
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Saudações
José Pina
Saudações
José Pina
20/06/2012
19/06/2012
Livro Aberto
Todos os dias sentimos,vivemos e somos testemunhas de injustiças, temos bons e maus momentos, bons e maus pensamentos, bons e maus amigos, bons e maus conhecidos, lemos bons e maus livros, fazemos boas e más acções, este é dedicado aos bons e maus, interventivo e para vos fazer pensar um pouco sobre o pais onde vivemos...
Pára, cala te , não digas mais nada
imagina te no cimo do monte,
com essa tua mente tão vaga
e abandonado á tua sorte.
Agora imagina este teu povo
a quem roubaste o ar,
sente este cheiro a mofo
que continua a pairar.
Não quero seguir os teus passos
gosto demasiado de quem me acompanha,
porque no meio de tantos compassos
acabas por te baralhar nas tuas manhas.
Doce saudade de um passado tão distante
que já fugiu deste pais outrora triunfante,
são sensações que seguimos
isto é quando nos ouvimos.
Este é um livro aberto
sem qualquer espécie,
aqui não há letras sem tecto
apenas vida sem nexo.
José Pina
Pára, cala te , não digas mais nada
imagina te no cimo do monte,
com essa tua mente tão vaga
e abandonado á tua sorte.
Agora imagina este teu povo
a quem roubaste o ar,
sente este cheiro a mofo
que continua a pairar.
Não quero seguir os teus passos
gosto demasiado de quem me acompanha,
porque no meio de tantos compassos
acabas por te baralhar nas tuas manhas.
Doce saudade de um passado tão distante
que já fugiu deste pais outrora triunfante,
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isto é quando nos ouvimos.
Este é um livro aberto
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