O mundo de Palavras: 15/07/2014

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Sejam bem vindos ao "Mundo de Palavras", este é um blogue de autor e parte integrante do projecto Poesia Portugal, nascido a 1 de Janeiro de 2009 tem como principal objectivo levar a poesia e a minha opinião pessoal mais longe, tem também como objectivo unir o público e os escritores através do projecto Poesia Portugal.

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José Pina

15/07/2014

Por entre os sonhos

Acordo durante a noite, perdido no tempo, olho á minha volta e nada se destaca, tirando um silêncio profundo nada paira á volta do que era o meu sonho. Levanto me e dirijo me ao frigorifico, faço esta viagem todas as noites mas ainda hoje ao fim de tantos anos este escuro e este silêncio me arrepia, entre outras coisas este silêncio faz me ter um respeito pela vida, faz me ter respeito pelo perigo e com isso impede me de cometer as mais variadas loucuras.

Depois de saciar a minha sede, dirijo me de volta para o quarto, durante todos estes minutos os olhos semi-cerrados tentaram manter vivo o sonho que se desenrolava quando a sede fez o favor de me acordar, infelizmente esse sonho parece não querer voltar, talvez por medo do que o seu significado possa trazer á minha realidade ou simplesmente porque o passeio me fez despertar.

De volta á cama começam as voltas nesta arena redonda que me conforta. voltas e voltas atrás de uma vitória que me permita adormeçer e descansar o corpo e a mente para o raiar do sol que trará um novo dia que vai exigir que eu esteja desperto e activo, mas pelos vistos a arena vence, a madrugada ganha horas na sua extensão e como não podia deixar de ser eu conto as uma a uma enquanto luto para adormecer.

Dou por mim numa sala quadrada com apenas uma mesa e 2 cadeiras, 2 pratos , 2 copos e 1 bilhete, aproximo me desse bilhete e leio o , diz apenas um vago "Bom apetite", penso para comigo onde estou e o que significará aquilo, de súbito a porta abre se , tu entras com um longo vestido de fazer inveja aos anjos, por essa altura pergunto me o que farás ali, lembro me que me tens ignorado durante muito tempo, tu chamas me, eu levanto me e sento te na esperança que pudesse surgir uma explicação.

Tu estalas os dedos e somos servidos, ainda incrédulo pergunto te o porquê de tanto tempo para vivermos este momento, tu respondes me que o tempo tem o seu próprio momento para tudo, apressá lo só tira o valor dos momentos, Sorriu e sirvo te quando de súbito um estrondo faz me acordar, apesar de um sonho interrompido este foi mais um sonho que quero que seja um dia vivido.

José Pina, Roterdão , 15/07/2014.



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