O mundo de Palavras: poesia

Bem Vindo/a

Sejam bem vindos ao "Mundo de Palavras", este é um blogue de autor e parte integrante do projecto Poesia Portugal, nascido a 1 de Janeiro de 2009 tem como principal objectivo levar a poesia e a minha opinião pessoal mais longe, tem também como objectivo unir o público e os escritores através do projecto Poesia Portugal.

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Saudações
José Pina
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22/03/2020

Calendário

Algo diferente, fruto de uma mistura de sentimentos , espero que gostem.

 "Calendário"

Os dias riscam se no calendário, e vamos no 4o, um calendário cada vez mais difícil de olhar, numa rotina que se vai juntando ao mar de dúvidas que vão pairando na mente, essas dúvidas que continuam a dar noites mal dormidas, essas dúvidas que continuam a fazer nos ter medo, essas dúvidas que nos mantém vivos, essas dúvidas que são a razão para as nossas decisões, essas dúvidas que são a razão para não termos tentado, por nós e pelos outros que inocentes em tudo isto teriam tido consequências se estas dúvidas fossem verdade.

O mundo gira e continuamos num escuro, a caminhar para um incerto, num passo constante enquanto a nossa volta as balas vão passando, tão dormentes quanto necessário na esperança que no fim do túnel nenhuma bala nos tenha atingido, na esperança que no fim tudo tenha sido um susto e que possamos voltar a abraçar os nossos.

O peito aperta, as lágrimas correm pela cara, não há milagres quando o cenário é desolador, não há milagres quando o melhor dos cenários é a sobrevivência, não há milagres quando aqueles que te deviam proteger são os que te querem imunizar, mesmo quando a ciência já lhes disse que não resulta.

O engolir passa a ser em seco, semanas a fio, horas e dias, não há água nem liquidos que alimentem este pânico que escondemos camuflando tudo, o pânico de não puder rever aqueles a quem queremos dar um último abraço, o medo do desconhecido, do futuro. Com a voz segura mas a mente tremula dizemos aos nossos que tudo está bem, porque assim é preciso, dar lhes a força para que não parem de andar, ceder ao medo é a última opção por mais tremula que a mente esteja, por mais vontade que haja de simplesmente desligar do mundo , não dá para ceder nestes tempos, todos nós temos de ser os soldados e os generais de uma guerra sem frentes , todos nós temos de ser os alicerces de uma batalha pela vida onde somos porta estandartes, onde somos aquilo que resta das bases.

 José Pina, 19 Março de 2020, Rotterdão - Holanda

20/04/2016

Repetição

Lá,Lá,Lá,Lá,
disco riscado nesta cantiga do blá,blá,blá,blá.
Cheiro camuflado pela vontade de haver cá,
alguém que se importe com o que farás por lá.

O tempo é dourado, diz me o porquê,
se a festa é sagrada, em nome de jesué.
Se o touro é bravo, cornadas que tu vês,
então porque raio não sais da frente dos olés?

Sai dai , botas de aço,
essa vida é feita de compassos.
Sai dai , olha a tua saúde,
sabes bem que sem amassos não há virtude.

Lá,lá,lá,lá,
repetições que o tempo ensina.
Blá,blá,blá,blá
mesmo que com tudo trocado só te reste a tua rima.

José Pina, 20 Abril 2016, Rotterdão, Holanda.

18/04/2016

Traços Visuais

Nos traços do rosto que ninguém vê,
escondem se verdades,mentiras e os "porquês".
São ditas histórias da vida dos anciões,
degustados entre manjares, mentiras e chavões.

Nos traços visuais que o tempo te esconde,
existem enigmas para o mais exigente visconde.
São tidas vertigens neste periodo altivo,
em que perdes futuro e a noção do teu umbigo.

Traços amigáveis perdidos pelo tempo,
levados pela sombra e encontrados pelo vento.
Corações despedaçados servidos pelo mestre,
nesta festa em que o anfitrião é a peste.

Vitórias de um trago composto pelo ácido,
de um traço apagado pelo mais básico.
Esse básico componente parte da lista transitória,
de quem trocou a escola por meia dúzia de lições de história.

José Pina, 18 Abril de 2016, Rotterdão , Holanda.

05/04/2016

The mind bridge

Under our bridges,
there is the most strange feeling.
The city without the heat of the lights,
getting the poorest people on our city.

We are the ones who should fight,
between clashes and battles around the world.
We are the songs of this ideology,
we are the life of this community.

You go towards this cloud,
with expectations over this sand.
Don´t waste our love and salt,
Don´t make your dream stop.

Towers from this castle of ignorance,
keeping the innocence.
Avoiding your entrance in a state of transe,
make yourself a example of patience.

José Pina , 05 April 2016, Rotterdam , The Netherlands.

25/03/2016

Improviso "Em hora de ponta"

Canta, a esta hora que o tempo se esgota,
Aonde a sombra se esgota com o fim do sol.
Bebe deste elixir, que hoje se consome sem sobrar gota,
Em que o sumo é amargo mas ajuda a passar este briol.
Ç(C)á, onde o sonho acaba neste universo de cores,
Agora que o filme acaba e se acaba os amores.

Jovem, esta vida é feita de sorrisos,
Aonde vais nessa correria com tão poucos amigos.
Recorda esta imagem,
Desmente essa vaidade e desbrava essa coragem.
Indaga te sobre o passado, pergunta sobre o futuro,
Mas não fiques parado, sê tu mesmo e tem orgulho.

José Pina, 25 Março de 2016, Rotterdão , Holanda.

21/03/2016

Poesia

Pela escrita que nos une,
o que o homem louco desune.
Enquanto as palavras são lançadas como setas,
sem que existam objectivos ou metas.
Interrogações feitas nas palavras postas e decompostas,
até que a vida seja vista apenas como uma amostra.

Poesia, a arte esquecida pela vida,
onde o sonho é vivido por quem ensina.
Em que o tempo seja consumido pelo midas,
tens que sorrir e ser quem levita nesta sina.
Aonde o tempo são momentos corridos pelo vento.

Perguntas o sentido da vida,
ondulas o pensamento na sombra de mais uma tira.
Enquanto olhas o destino, sorrindo eternamente,
tens uma alma que ilumina a sala, saudável e efervescente.
Interrogas os passos do sonho,
sem que o bolo tenha um molho.
Ainda que essa vida pouco sabor tenha, serás sempre o seu dono.

Agarra essa vitória,
recorda com saudade a tua história.
Tenta que o sonho tenha memória,
e que a mesma seja coroada com glória.

José Pina , 22 Março 2016.

18/02/2016

1º texto de 2016 , "Jovem"

Jovem, onde vais?
Onde esses olhares desiguais,
Até o sonho dos iguais.
Olham de lado essa mente desleal.

Persegues vidas desconhecidas,
Aonde perdeste temas vencidos.
União de uma jovem irreverente com um homem inocente,
Longa vida daqueles que já são sentem.
Orações de quem te mente.

Viagens nesta minha mente,
Aonde o sonho se mantêm presente.
Não perco o foco, sou diferente,
Indago-te sobre sentimentos incoerentes.
Ainda que saiba que o sonho em ti não vive.

Somos 1 só,
Onde o destino se tornou a nossa voz.
Fiamos a contemplar a paisagem,
Ilhas de sentimento, transmitindo uma só mensagem.
Agora o sol põe-se e descansa numa outra margem.

Partituras magistrais,
Andam em estradas marginais.
Ultimas mas não desiguais,
Levam a vida dos iguais.
Até que a cabeça descansa na almofada.

Somos escravos de nós,
Ainda que o passado seja um pesadelo atroz.
Recordado a ferros e farpas,
Aonde o tempo são marcas.

20/01/2016

Ser tempo...

Ser tempo ,
e ter contratempos.
São como ouvir o mar em partículas do vento,
e ouvir o tempo em momentos cinzentos.

Sermos tempo ou termos momentos,
sermos do tempo ou termos lembranças do passado.
Em que o tempo eram memórias de homens cadastrados,
em que os sonhos apenas eram feitos de rosas e casamentos.

Neste vento que o tempo apaga,
perdem se memórias que o vento estraga.
Mas não se perdem as vitórias que se conquistam na força do querer,
porque vitórias sem querer são iguais ao resultado de se perder.

Somos tempo quando o barco vira,
somos tempo quando o destino nos mira.
Somos vida neste tempo de auto estima,
somos morte no tempo de quem se esquece da sua mentira.

José Pina , 20 de Janeiro de 2016, Rotterdão - Holanda.

17/11/2015

Bem vindos ao inferno

Bem vindos a este inferno,
onde todos seremos eternos.
Aqui não há diplomacias,
apenas audácia e eficácia.

Tiros, bombas, mortes,
silêncios pesados e constantes.
Sonhos perdidos em poucos instantes,
nestes crimes que nem poupam presidentes.

Tempos perdidos a assobiar para o lado,
ignorando a segurança que nos deixou antiguados.
Hoje assobiamos de novo perante mais uma série de erros,
esperando que sejam só situações que não tragam mais enterros.

Acorda Europa, evolui essa mentalidade,
de assobiar para o lado e manter esta vaidade.
De que nada necessita de ser alterado,
contra um inimigo anónimo mas aluado.

José Pina, "Reflexões", 17-11-2015 

09/11/2015

No fogo deste inverno

Neste fogo que queima sem perdão,
por entre as palavras de mais um sacristão.
São estas as linhas deste inverno cavernoso,
em que se mata pessoas em nome da segurança do povo.

Passo por este fogo sem fato,
fato macaco neste fogo de mato.
Somos heróis destes sonhos de criança,
sobre o qual nunca perdemos esperanças.

Com tudo o que sofremos,
não desistimos e sempre interviemos.
Mesmo com condições que por vezes são vergonhosas,
neste sitio onde ter uma casa é considerado condições luxuosas.

Seguimos juntos, o caminho é só um,
mostrar que por mais que nos maltratem estamos aqui sem mal nenhum.
Por quem precisa , hoje e sempre,
somos heróis anónimos eternamente.

José Pina, 10-11-2015 , Rotterdão , Holanda.

Dedicatória especial a todas as corporações de B.V´s (bombeiros voluntários) mundiais.


02/11/2015

Dedicatórias 03-11-2015

[P]elos recantos do sonho,
[O]ndas invadiram de forma medonha.
[R]ecriando tempos de outrora que nos trouxeram tanta dor,
[T]estando as nossas caracteristicas de sobrevivência e rancor.
[U]nião, amor, dor, tristeza,
[G]ritos que ecoaram por várias cidades e florestas.
[A]inda hoje essas almas são lembradas pelo passado,
[L]evando a que as cópias do presente sejam esquecidas neste presente adaptado.
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[K]evlar, és feito de kevlar,
[O]nde as balas batem mas tu sentes como se fosse ar.
[T]erroristas verbais da mensagem que todos apoiamos,
[A]lém mar , entre sonhos em que todos os punhos cerramos.
[P]elos recantos de uma tuga agastada,
[H]onras a mensagem condecorada.
[I]nternacionalmente procurados por várias destas armadas,
[L]evando a vida suburbana neste sonho português,
[L]evando o melhor deste sonho em nome do próximo freguês.
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[D]iana, qual Miguel Ângelo da tela,
[A] tela pintada pela mais simples aguarela.
[N]ão mente mas sente em relação ao que se exprime nela,
[N]ão vive mas imagens nascem dela,
[A]inda que o sonho seja sempre dar lhe vida.
[D]e onde o tempo partiu,
[I]dolatrada por quem a arte sente.
[I]guala em qualidade o que a tela demonstra em discussão.
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[F]ábia , neste hip hop que amamos,
[A]té que o sonho deixe de ser o que ansiamos.
[B]ebendo desta inspiração crescente,
[I]ndagamos a vertente criativa desta nova vertente.
[A]inda que o sonho seja feito de puxões contínuos.
[M]as a voz que o passado te deu,
[A] vertente de quem a ouve e sente.
[I]r e não sentir, é como se fossem hip hopianos ateus,
[A]inda que o valor esteja lá, não percebem que só a ele mente.
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[M]ais do que um silêncio deste treino entre actores,
[A]lém de que liderar homens seja mais do que conciliar egos,esforço e dor.
[R]ir, mantendo o profissionalismo,
[C]olocando sempre entraves ao absentismo.
[O]nde o clube sai ganhador mesmo que no resultado seja vencido.
[B]aila neste universo desportivo,
[A]té que o tempo seja algo nocivo.
[L]eva os assobios como motivações,
[E]ntre pausas do que transmite as emoções.
[L]eva agora esta taça de quem lá está sempre,
[A]té que o espirito ultra se desvaneça neste presente.

28/10/2015

Rumo ao sonho deste nosso destino


Um sonho por entre tantos episódios,
Mas hoje esse sonho já não pode ser acessório.
Antes que o sonho acabe e tudo passe a ser obrigatório.

Vais onde, perguntaram tantos ao longo do caminho,
Acreditavam eles que este era um sonho fora do meu destino.
Cá esperavam os verdadeiros, sempre com a crença de quem não vive sonhos namoradeiros,
Ainda que os passos sejam ainda pequenos, neste nosso ultimo destino.

Nunca a mentira teve tanto sentido,
Ondulando perante a tristeza deste nosso novo enredo.

Mais que um sonho , este é o nosso destino,
Atingir o patamar em que tudo é feito sem tino.
Com apenas vontades de quem já nada vai perder,
De onde vimos não basta ter, tens de ser.
O que tu queres , baseia te numa luta justa,
Nao te percas pelo caminho com a percepção de novas astúcias.
Ainda que o caminho seja feito de estrada esburacada,
Lembra te , este é o nosso caminho.
De entre esta rota coordenada,
Saimos rumo a um só destino.

#Dedicatórias #recomeçarosepisódiosdo1 #BlabPT

Dedicado ao grupo BLABPT , em especial ao Vitor Silva já que foi graças a um episódio humoristico dele que todo este texto foi ganhando forma.

Abraço

José Pina, 28 Outubro de 2015, Rotterdão - Holanda.

22/10/2015

Regresso de férias + 3 textos (Mundo Diferente,Os Sonhos dos Loucos e Correntes deste rio de sangue)

Boa noite amigos, hoje marco o regresso ao blogue, trago vos 3 textos escritos neste período de férias, espero que gostem ...


"Mundo Diferente"
Neste mundo sem leis,
onde indiferentes sem quartéis.
São recebidos por adjuntos sem anéis,
E sem medo dos infiéis.
São os sonhos coloridos,
deste exercito de destemidos.
Com a coragem dos demais,
Também nos somos de mais.
Quem procura também encontra,
Já se dizia no faz de conta.
Que és rico mas tem em conta,
Que um dia tudo se encontra.
Se o tempo rasteira pregar,
Deixa outro praguejar.
E se ele não se calar,
Deixa que o tempo dele vai tratar.

Jose Pina, 17 Outubro de 2015

"Os Sonhos dos Loucos"
Neste ritmo dos loucos,
onde só os sonhos se tornam moucos.
Aos ouvidos dos demais , 
para quem somos sempre iguais.


Saltam se as barreiras,
Nesta corrida contra as nossas maneiras.
Somos todos sérios e sem brincadeiras,
Dizem eles sem noção da sua asneira.

Somos altos, baixos , gordos , magros,
Gostamos da noite e do dia em largos tragos.
Somos anti sociais mas parados jamais.
Somos diferentes deste mundo , somos desiguais.
Somos criativos, reservados, boémios,
Mentes alagadas pelas ideias cobertas de sépia.
Por entre mentes sem "génios",
Onde todos os sonhos são seda que derrete.

Jose Pina, 16 Outubro de 2015

"Correntes deste rio de sangue"
Rio de sangue que corres neste leito,
Neste leito de farpas e matança.
Neste leito onde perco a esperança,
A esperança com que hoje já não me deito.

Sonho hoje com um rio de agua sem turbulência,
Mesmo desmentido pela minha experiência.
Acordo hoje com o som da corrente ,
Que me percorre a espinha escapando a tangente.
Estas aguas turbulentas onde navego,
São as aguas de um novo rodeio.
Onde me perco sem medo nem sossego,
Onde sou pescador sem credo.
Quem és tu que insistes em invadir estas minhas aguas de sangue,
Com esse olhar frágil e essa presença tão leve.
Quem és tu cujo pensamento e de que o sangue já não se derrame.
Neste sonho sangrento mas tão breve.

Jose Pina,11 Outubro de 2015.

20/09/2015

Uma mão aberta cheia de nada

Se o tempo te podia ensinar algo,
ele ensinou que o melhor é ter as lágrimas deste saldo.
Este saldo que te faz perguntar onde andam as soluções,
quando todo o tempo é agora feito de complicações.

Ao ritmo da batida mais triste atravessas esse deserto,
de emoção, sentimento e sensação.
Em que até o homem mais honesto,
mentiu dizendo que não chora ao viver esta ilusão.

Se o destino te trouxer uma roleta,
jogarás o teu destino enquanto o tempo passa.
E na imagem de uma simples ampulheta,
vais perceber que a vida nunca se apaga.

Mas o tempo também é alegria,
sabes isso desde que nasceu a tua cria.
Hoje o tempo apaga este percurso da mais simples antipatia,
em que se tornou este teu novo dia.

José Pina, 20 Setembro de 2015 , Torres Vedras, Portugal.

11/09/2015

Dupla quadra "Tempo"

Passava num tempo que outrora fora castigado ,
neste momento em que tudo parecia malfadado.
O tempo que passava já não voltava,
mas no sonho que tu julgavas eu já não acreditava.

As pontes que nos separam,
são as mesmas que nos juntam nesta audição
Com as sensações que nos amparam,
no sentimento de quem já não tem sensação.


14/07/2015

Sobre Rios

Sobre os rios de tamanha leveza,
passeiam os mais excentricos e inconfundiveis seres.
Que com esperteza,
refrescam os seus corpos nestes rios de prazer.

Nestes rios que hoje vemos,
correndo terra fora .
Já não cremos,
que algum dia eles se vão embora.

Nós sim , um dia vamos partir,
juntar as nossas cinzas a tantas outras que nos rios jazem.
Mas enquanto não dermos esse ultimo sorrir,
à que esperar enquanto os rios nascem.

Rios poluidos também não faltam,
nesta terra onde tudo é descartavel.
Até as vidas já nos matam,
sem necessidade de uma arma palpavel.

"Sobre Rios" - Jose Pina, Rotterdão , 14-07-2015 .

04/05/2015

Muda

Muda se sentes que não estás no sitio correcto,
muda se sentes que o tempo já não te traz afecto.
Sê o que queres e o que sonhas,
não sejas quem finge ser e quem desdenhas.

O tempo cura feridas e ressacas,
mas não apaga mágoas.
Nem memórias do tempo e das mudanças,
quando puff , se foram as esperanças.

Se desconfiares que tudo é demasiado estranho,
acredita no teu próprio engenho.
Não procures complicar o fácil,
nem simplificar o impossível.

Muda o tempo,
vive o momento.
Joga o teu destino,
na roda deste nosso novo caminho.

José Pina, Rotterdão - Holanda, 04-05-2015 21:52

Pelas 22:00 Horas (portuguesas) lançarei a nova rúbrica "Notas sobre séries", fiquem atentos(as).


29/04/2015

Tico Tico















O tico tico desta vida,
neste sonho em que a saudade é desmedida.
Neste sonho em que o teco perde o tico e o nexo de ser comparsa,
com o minuto que passa sentado naquela maldita praça.

Por entre os sonhos que perdeu na sua infância,
este tico entretanto perdeu a esperança.
Vive hoje rodeado da mais nobre lembrança,
sem história nem pança que lhe valha a esperança.

O tico tico desta vida,
em que o sonho é desmedido.
Em que o tempo te dá várias saídas,
mas só uma tem o tempo certo para estar desobstruído.

Sonhamos que o tico tico nunca se avarie,
para que não acabe como peça de um qualquer museu.
Porque sentir saudade é parte da nossa avareza,
quer sejas plebe, quer seja nobreza.


Autor do texto: 
José PinaJose Pina Oficial

Autor da Fotografia
Jorge Barros http://jorgebarrosfotografia.com/ https://www.facebook.com/jorgebarrosfotografia

Rotterdão, Holanda 29-04-2015

25/04/2015

Liberdade

Olá caros(as) leitores(as), apenas para celebrar este dia deixo-vos com "Liberdade", espero que gostem...

[L]onge vão os momentos,
[I]nterrogações feitas por passatempo.
[B]em vinda liberdade,
[E]ntra e mata nos esta saudade.
[R]ecorda connosco os momentos em que a vontade,
[D]ava mais coragem do que a vaidade.
[A]nda, senta te á nossa mesa, deves estar faminta após tantos anos,
[D]escansa, aqui não há sacos nem panos,
[E]m que buracos são utopias e vantagens são dadas a anjos.



19/04/2015

Embarca nesta aventura

Embarca nesta viagem,
em que o fado é símbolo da nova paisagem.
Embarca neste barco,
onde o sonho é um encanto do que passa neste teu saco.

Embarca hoje sem medo,
rumo aos desafios que outrora te causaram terror.
Embarca hoje sem credo,
porque o credo também te causa pavor.

Correntes ouvem se pelo cais,
neste novo mundo com várias escalas de homens iguais.
Gemidos pontiagudos e bem audíveis,
ouvem se hoje em homenagem a quem ficou á deriva.

Sais deste embarque com a força de um homem renascido,
sabes que hoje e daqui em diante podes enfrentar novos perigos.
Sabedorias conquistadas entre gemidos e afectos,
que hoje se soltam no intervalo de novos intelectos.

José Pina , 19-04-2015 , Rotterdão , Holanda.


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Pedidos de Poemas

Boas pessoal, aqui vão puder deixar os vossos pedidos de poemas que serão respondidos no blogue por ordem de chegada.