Algo diferente, fruto de uma mistura de sentimentos , espero que gostem.
"Calendário"
Os dias riscam se no calendário, e vamos no 4o, um calendário cada vez mais difícil de olhar, numa rotina que se vai juntando ao mar de dúvidas que vão pairando na mente, essas dúvidas que continuam a dar noites mal dormidas, essas dúvidas que continuam a fazer nos ter medo, essas dúvidas que nos mantém vivos, essas dúvidas que são a razão para as nossas decisões, essas dúvidas que são a razão para não termos tentado, por nós e pelos outros que inocentes em tudo isto teriam tido consequências se estas dúvidas fossem verdade.
O mundo gira e continuamos num escuro, a caminhar para um incerto, num passo constante enquanto a nossa volta as balas vão passando, tão dormentes quanto necessário na esperança que no fim do túnel nenhuma bala nos tenha atingido, na esperança que no fim tudo tenha sido um susto e que possamos voltar a abraçar os nossos.
O peito aperta, as lágrimas correm pela cara, não há milagres quando o cenário é desolador, não há milagres quando o melhor dos cenários é a sobrevivência, não há milagres quando aqueles que te deviam proteger são os que te querem imunizar, mesmo quando a ciência já lhes disse que não resulta.
O engolir passa a ser em seco, semanas a fio, horas e dias, não há água nem liquidos que alimentem este pânico que escondemos camuflando tudo, o pânico de não puder rever aqueles a quem queremos dar um último abraço, o medo do desconhecido, do futuro.
Com a voz segura mas a mente tremula dizemos aos nossos que tudo está bem, porque assim é preciso, dar lhes a força para que não parem de andar, ceder ao medo é a última opção por mais tremula que a mente esteja, por mais vontade que haja de simplesmente desligar do mundo , não dá para ceder nestes tempos, todos nós temos de ser os soldados e os generais de uma guerra sem frentes , todos nós temos de ser os alicerces de uma batalha pela vida onde somos porta estandartes, onde somos aquilo que resta das bases.
José Pina, 19 Março de 2020, Rotterdão - Holanda
Bem Vindo/a
Sejam bem vindos ao "Mundo de Palavras", este é um blogue de autor e parte integrante do projecto Poesia Portugal, nascido a 1 de Janeiro de 2009 tem como principal objectivo levar a poesia e a minha opinião pessoal mais longe, tem também como objectivo unir o público e os escritores através do projecto Poesia Portugal.
Se estiverem interessados em ser adicionados aos companheiros desta casa por favor façam essa referência nos comentários, e procedam ao adicionar do blog aos vossos companheiros. ( Obrigado )
Estamos disponíveis nas redes sociais
no Facebook -> https://www.facebook.com/JosePinaOficial/
https://www.facebook.com/PoesiaPortugal
no Twitter -> https://twitter.com/jpina9
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Se por algum erro não se conseguirem tornar seguidores do blogue por favor usem o sistema de seguidores do google +. Obrigado !
Saudações
José Pina
Saudações
José Pina
22/03/2020
28/05/2016
Não é um adeus, é um Até já.
Boa tarde caros leitores, infelizmente esta será a ultima postagem do "Mundo de Palavras" , é um fim de ciclo dos longos 9 anos que passei (passamos) neste canto da web portuguesa.
No entanto e tal como o titulo diz não é um adeus, será um até já, as redes sociais vão se manter activas e até poderão continuar a receber alguns textos meus ou de outros autores sempre que haja algo que o justifique.
Saudações a todos com aquele abraço e OBRIGADO por terem estado desse lado durante tanto tempo !
Até sempre caros leitores !
Jose Pina , O mundo de Palavras, Rotterdão - Holanda.
No entanto e tal como o titulo diz não é um adeus, será um até já, as redes sociais vão se manter activas e até poderão continuar a receber alguns textos meus ou de outros autores sempre que haja algo que o justifique.
Saudações a todos com aquele abraço e OBRIGADO por terem estado desse lado durante tanto tempo !
Até sempre caros leitores !
Jose Pina , O mundo de Palavras, Rotterdão - Holanda.
20/04/2016
Repetição
Lá,Lá,Lá,Lá,
disco riscado nesta cantiga do blá,blá,blá,blá.
Cheiro camuflado pela vontade de haver cá,
alguém que se importe com o que farás por lá.
O tempo é dourado, diz me o porquê,
se a festa é sagrada, em nome de jesué.
Se o touro é bravo, cornadas que tu vês,
então porque raio não sais da frente dos olés?
Sai dai , botas de aço,
essa vida é feita de compassos.
Sai dai , olha a tua saúde,
sabes bem que sem amassos não há virtude.
Lá,lá,lá,lá,
repetições que o tempo ensina.
Blá,blá,blá,blá
mesmo que com tudo trocado só te reste a tua rima.
José Pina, 20 Abril 2016, Rotterdão, Holanda.
disco riscado nesta cantiga do blá,blá,blá,blá.
Cheiro camuflado pela vontade de haver cá,
alguém que se importe com o que farás por lá.
O tempo é dourado, diz me o porquê,
se a festa é sagrada, em nome de jesué.
Se o touro é bravo, cornadas que tu vês,
então porque raio não sais da frente dos olés?
Sai dai , botas de aço,
essa vida é feita de compassos.
Sai dai , olha a tua saúde,
sabes bem que sem amassos não há virtude.
Lá,lá,lá,lá,
repetições que o tempo ensina.
Blá,blá,blá,blá
mesmo que com tudo trocado só te reste a tua rima.
José Pina, 20 Abril 2016, Rotterdão, Holanda.
18/04/2016
Traços Visuais
Nos traços do rosto que ninguém vê,
escondem se verdades,mentiras e os "porquês".
São ditas histórias da vida dos anciões,
degustados entre manjares, mentiras e chavões.
Nos traços visuais que o tempo te esconde,
existem enigmas para o mais exigente visconde.
São tidas vertigens neste periodo altivo,
em que perdes futuro e a noção do teu umbigo.
Traços amigáveis perdidos pelo tempo,
levados pela sombra e encontrados pelo vento.
Corações despedaçados servidos pelo mestre,
nesta festa em que o anfitrião é a peste.
Vitórias de um trago composto pelo ácido,
de um traço apagado pelo mais básico.
Esse básico componente parte da lista transitória,
de quem trocou a escola por meia dúzia de lições de história.
José Pina, 18 Abril de 2016, Rotterdão , Holanda.
escondem se verdades,mentiras e os "porquês".
São ditas histórias da vida dos anciões,
degustados entre manjares, mentiras e chavões.
Nos traços visuais que o tempo te esconde,
existem enigmas para o mais exigente visconde.
São tidas vertigens neste periodo altivo,
em que perdes futuro e a noção do teu umbigo.
Traços amigáveis perdidos pelo tempo,
levados pela sombra e encontrados pelo vento.
Corações despedaçados servidos pelo mestre,
nesta festa em que o anfitrião é a peste.
Vitórias de um trago composto pelo ácido,
de um traço apagado pelo mais básico.
Esse básico componente parte da lista transitória,
de quem trocou a escola por meia dúzia de lições de história.
José Pina, 18 Abril de 2016, Rotterdão , Holanda.
05/04/2016
The mind bridge
Under our bridges,
there is the most strange feeling.
The city without the heat of the lights,
getting the poorest people on our city.
We are the ones who should fight,
between clashes and battles around the world.
We are the songs of this ideology,
we are the life of this community.
You go towards this cloud,
with expectations over this sand.
Don´t waste our love and salt,
Don´t make your dream stop.
Towers from this castle of ignorance,
keeping the innocence.
Avoiding your entrance in a state of transe,
make yourself a example of patience.
José Pina , 05 April 2016, Rotterdam , The Netherlands.
there is the most strange feeling.
The city without the heat of the lights,
getting the poorest people on our city.
We are the ones who should fight,
between clashes and battles around the world.
We are the songs of this ideology,
we are the life of this community.
You go towards this cloud,
with expectations over this sand.
Don´t waste our love and salt,
Don´t make your dream stop.
Towers from this castle of ignorance,
keeping the innocence.
Avoiding your entrance in a state of transe,
make yourself a example of patience.
José Pina , 05 April 2016, Rotterdam , The Netherlands.
25/03/2016
Improviso "Em hora de ponta"
Canta, a esta hora que o tempo se esgota,
Aonde a sombra se esgota com o fim do sol.
Bebe deste elixir, que hoje se consome sem sobrar gota,
Em que o sumo é amargo mas ajuda a passar este briol.
Ç(C)á, onde o sonho acaba neste universo de cores,
Agora que o filme acaba e se acaba os amores.
Jovem, esta vida é feita de sorrisos,
Aonde vais nessa correria com tão poucos amigos.
Recorda esta imagem,
Desmente essa vaidade e desbrava essa coragem.
Indaga te sobre o passado, pergunta sobre o futuro,
Mas não fiques parado, sê tu mesmo e tem orgulho.
José Pina, 25 Março de 2016, Rotterdão , Holanda.
Aonde a sombra se esgota com o fim do sol.
Bebe deste elixir, que hoje se consome sem sobrar gota,
Em que o sumo é amargo mas ajuda a passar este briol.
Ç(C)á, onde o sonho acaba neste universo de cores,
Agora que o filme acaba e se acaba os amores.
Jovem, esta vida é feita de sorrisos,
Aonde vais nessa correria com tão poucos amigos.
Recorda esta imagem,
Desmente essa vaidade e desbrava essa coragem.
Indaga te sobre o passado, pergunta sobre o futuro,
Mas não fiques parado, sê tu mesmo e tem orgulho.
José Pina, 25 Março de 2016, Rotterdão , Holanda.
21/03/2016
Poesia
Pela escrita que nos une,
o que o homem louco desune.
Enquanto as palavras são lançadas como setas,
sem que existam objectivos ou metas.
Interrogações feitas nas palavras postas e decompostas,
até que a vida seja vista apenas como uma amostra.
Poesia, a arte esquecida pela vida,
onde o sonho é vivido por quem ensina.
Em que o tempo seja consumido pelo midas,
tens que sorrir e ser quem levita nesta sina.
Aonde o tempo são momentos corridos pelo vento.
Perguntas o sentido da vida,
ondulas o pensamento na sombra de mais uma tira.
Enquanto olhas o destino, sorrindo eternamente,
tens uma alma que ilumina a sala, saudável e efervescente.
Interrogas os passos do sonho,
sem que o bolo tenha um molho.
Ainda que essa vida pouco sabor tenha, serás sempre o seu dono.
Agarra essa vitória,
recorda com saudade a tua história.
Tenta que o sonho tenha memória,
e que a mesma seja coroada com glória.
José Pina , 22 Março 2016.
o que o homem louco desune.
Enquanto as palavras são lançadas como setas,
sem que existam objectivos ou metas.
Interrogações feitas nas palavras postas e decompostas,
até que a vida seja vista apenas como uma amostra.
Poesia, a arte esquecida pela vida,
onde o sonho é vivido por quem ensina.
Em que o tempo seja consumido pelo midas,
tens que sorrir e ser quem levita nesta sina.
Aonde o tempo são momentos corridos pelo vento.
Perguntas o sentido da vida,
ondulas o pensamento na sombra de mais uma tira.
Enquanto olhas o destino, sorrindo eternamente,
tens uma alma que ilumina a sala, saudável e efervescente.
Interrogas os passos do sonho,
sem que o bolo tenha um molho.
Ainda que essa vida pouco sabor tenha, serás sempre o seu dono.
Agarra essa vitória,
recorda com saudade a tua história.
Tenta que o sonho tenha memória,
e que a mesma seja coroada com glória.
José Pina , 22 Março 2016.
18/02/2016
Comunicado - "Olhar de Coruja"
Caros leitores, antes de mais obrigado pela vossa paciência !
Eu sei que já estão pelo menos 2 olhares de coruja em atraso mas infelizmente a ideia que tinha planeada sofreu um atraso significativo o que levou a que não pudesse fazê-la no inicio de Fevereiro como tinha planeado, isso a juntar a ter me engripado nestes últimos dias atrasou ainda mais a gravação ( até porque sem esforço de garganta é difícil gravar algo) . Posto isto e sabendo que querem uma data vou remarcar a continuação desta temporada do Olhar de Coruja para dia 14 de Março ( segunda feira) , assim haverá tempo para recuperar com calma e preparar tudo com calma para nada correr mal.
Espero a vossa compreensão e obrigado por continuarem desse lado.
Saudações .
A vossa coruja.
Eu sei que já estão pelo menos 2 olhares de coruja em atraso mas infelizmente a ideia que tinha planeada sofreu um atraso significativo o que levou a que não pudesse fazê-la no inicio de Fevereiro como tinha planeado, isso a juntar a ter me engripado nestes últimos dias atrasou ainda mais a gravação ( até porque sem esforço de garganta é difícil gravar algo) . Posto isto e sabendo que querem uma data vou remarcar a continuação desta temporada do Olhar de Coruja para dia 14 de Março ( segunda feira) , assim haverá tempo para recuperar com calma e preparar tudo com calma para nada correr mal.
Espero a vossa compreensão e obrigado por continuarem desse lado.
Saudações .
A vossa coruja.
1º texto de 2016 , "Jovem"
Jovem, onde vais?
Onde esses olhares desiguais,
Até o sonho dos iguais.
Olham de lado essa mente desleal.
Persegues vidas desconhecidas,
Aonde perdeste temas vencidos.
União de uma jovem irreverente com um homem inocente,
Longa vida daqueles que já são sentem.
Orações de quem te mente.
Viagens nesta minha mente,
Aonde o sonho se mantêm presente.
Não perco o foco, sou diferente,
Indago-te sobre sentimentos incoerentes.
Ainda que saiba que o sonho em ti não vive.
Somos 1 só,
Onde o destino se tornou a nossa voz.
Fiamos a contemplar a paisagem,
Ilhas de sentimento, transmitindo uma só mensagem.
Agora o sol põe-se e descansa numa outra margem.
Partituras magistrais,
Andam em estradas marginais.
Ultimas mas não desiguais,
Levam a vida dos iguais.
Até que a cabeça descansa na almofada.
Somos escravos de nós,
Ainda que o passado seja um pesadelo atroz.
Recordado a ferros e farpas,
Aonde o tempo são marcas.
Onde esses olhares desiguais,
Até o sonho dos iguais.
Olham de lado essa mente desleal.
Persegues vidas desconhecidas,
Aonde perdeste temas vencidos.
União de uma jovem irreverente com um homem inocente,
Longa vida daqueles que já são sentem.
Orações de quem te mente.
Viagens nesta minha mente,
Aonde o sonho se mantêm presente.
Não perco o foco, sou diferente,
Indago-te sobre sentimentos incoerentes.
Ainda que saiba que o sonho em ti não vive.
Somos 1 só,
Onde o destino se tornou a nossa voz.
Fiamos a contemplar a paisagem,
Ilhas de sentimento, transmitindo uma só mensagem.
Agora o sol põe-se e descansa numa outra margem.
Partituras magistrais,
Andam em estradas marginais.
Ultimas mas não desiguais,
Levam a vida dos iguais.
Até que a cabeça descansa na almofada.
Somos escravos de nós,
Ainda que o passado seja um pesadelo atroz.
Recordado a ferros e farpas,
Aonde o tempo são marcas.
20/01/2016
Ser tempo...
Ser tempo ,
e ter contratempos.
São como ouvir o mar em partículas do vento,
e ouvir o tempo em momentos cinzentos.
Sermos tempo ou termos momentos,
sermos do tempo ou termos lembranças do passado.
Em que o tempo eram memórias de homens cadastrados,
em que os sonhos apenas eram feitos de rosas e casamentos.
Neste vento que o tempo apaga,
perdem se memórias que o vento estraga.
Mas não se perdem as vitórias que se conquistam na força do querer,
porque vitórias sem querer são iguais ao resultado de se perder.
Somos tempo quando o barco vira,
somos tempo quando o destino nos mira.
Somos vida neste tempo de auto estima,
somos morte no tempo de quem se esquece da sua mentira.
José Pina , 20 de Janeiro de 2016, Rotterdão - Holanda.
e ter contratempos.
São como ouvir o mar em partículas do vento,
e ouvir o tempo em momentos cinzentos.
Sermos tempo ou termos momentos,
sermos do tempo ou termos lembranças do passado.
Em que o tempo eram memórias de homens cadastrados,
em que os sonhos apenas eram feitos de rosas e casamentos.
Neste vento que o tempo apaga,
perdem se memórias que o vento estraga.
Mas não se perdem as vitórias que se conquistam na força do querer,
porque vitórias sem querer são iguais ao resultado de se perder.
Somos tempo quando o barco vira,
somos tempo quando o destino nos mira.
Somos vida neste tempo de auto estima,
somos morte no tempo de quem se esquece da sua mentira.
José Pina , 20 de Janeiro de 2016, Rotterdão - Holanda.
12/01/2016
"O olhar de coruja" - "O problema do tugão"
Olá amigos leitores e humanos, hoje e antes de começar quero enviar daqui um abraço ao meu amigo e milhafre Orlando .
O tema que vos trago hoje é comum a todos nós, chama se o problema do tugão e é dividido em várias partes:
1ª parte - Organização, não existe, nunca existiu e dificilmente existirá num futuro próximo uma organização competente que permita haver recursos em todas as areas essenciais que permitam a gestão suave das mesmas para garantir segurança, educação, trabalho e saúde ( recursos básicos) de uma sociedade evoluída !
2ª parte - Mentalidade , existe mas é má e vem repetindo os erros dos últimos 20 anos, num pais onde as revistas cor de rosa e os jornais sensacionalistas vendem mais do que os programas de cultura, espectáculos e outras coisas que podem ajudar á formação, volto a este ponto mais tarde.
3ª e ultima parte - Civismo e responsabilidade social e criminal , este ponto é fulcral para percebemos as falhas graves cometidas nos outros 2 ao longo deste tempo, um sistema de justiça que não funciona ou tem prazos de funcionamento vergonhosos e um civismo que se evaporou ao longo dos anos e hoje ter um vislumbre do mesmo é quase como ver um saco cheio de notas abandonado no chão, raro e motivo de festa !
Agora vamos aprofundar mais cada parte...
1ª - Gostava que alguém explicasse como é possível um pais ter em simultâneo uma policia onde os agentes se suicidam em serviço e/ou descarregam na população em todas as oportunidades de o fazer pela calada ( os exemplos disto são vários ) e ao mesmo tempo um serviço de saúde e uma justiça que ora deixam morrer pessoas por faltas de meios ora deixam sair criminosos livremente quer por processos que se arrastam quer por falta de leis que protejam as policias e os cidadãos , não pode ser só uma questão de crise, estamos perante um gravíssimo problema de gestão pública, num pais onde quem trabalha/trabalhava para o estado é/foi visto como chulo e posto a andar, ninguém controlou se eram precisos 10000 e íamos ficar só com 1000, ninguém teve o cuidado de controlar as saídas, simplesmente vazaram o plantel do funcionalismo público sem olhar a meios e agora os resultados estão á vista, uma vergonha para uma sociedade que se diz avançada.
2ª - A mentalidade perdeu se, o civismo e a responsabilidade social perdeu se , hoje programas como a quinta e as revistas cor de rosa são mais vistas e compradas do que programas de arte e programas educacionais, isso reflecte a perda de mentalidade e identidade do estado e da sua população, um pais vendido aos interesses é um pais que abandona os seus valores em troca de dinheiro e foi isso que Portugal fez nos últimos anos, tudo o que eram ideologias que acompanhavam a história portuguesa foram fuziladas pela desculpa da crise e varridas do mapa como quem varre o chão.
Algo que é urgente recuperar é esse civismo e essa responsabilidade social , nenhuma sociedade evoluída sobrevive sem estes valores e estes princípios , bem como igualdade e o combate á corrupção.
3ª - Agora entramos no ultimo ponto, o mais importante, nenhuma sociedade sobrevive minada pelos interesses económicos e com indices vergonhosos de corrupção que ou são ignorados ou simplesmente são vistos como "mais uma má noticia", acordem caramba ! Andam a pagar para que estes indices de corrupção estejam onde estão, o 4º pais mais corrupto do mundo nada aparenta fazer para combater o problema, temos tribunais a rebentar pelas costuras, policia desmotivada e em alguns casos a descarregar na população, temos o cumulo de termos tido no ultimo governo 1 suspeito de um caso de corrupção como vice primeiro ministro ( digam lá que isto não é brincar? ) , brinca se na politica portuguesa , depois chamamos nomes aos alemães quando nos chamam lixo , quando internamente nós próprios aceitamos ser tratados como lixo e gozados na cara... Onde estava o governo para segurar a policia e evitar os suicidios nas forças policiais devido aos péssimos rendimentos e falta de condições de serviço? Onde estava o governo para evitar a falta de condições dos bombeiros, dos hospitais, dos tribunais , das escolas... A lista é interminável e o trabalho não começa agora , já devia ter começado á mais de 10 anos, podemos recuperar mas não é mantendo o rumo que o vamos fazer, é preciso agir , ser exigentes, responsabilizar e não aceitar que decidam por nós, sermos informados e não conformados. Tudo isto e muito mais !
Por hoje é tudo, obrigado pela leitura e até á próxima ( talvez com uma surpresa que ainda está em estudo).
Lembrem se de deixar o vosso "like" ou gosto , partilharem com o vosso pessoal e comentarem com a vossa opinião, esta vossa coruja agradece !
Saudações
A coruja
O tema que vos trago hoje é comum a todos nós, chama se o problema do tugão e é dividido em várias partes:
1ª parte - Organização, não existe, nunca existiu e dificilmente existirá num futuro próximo uma organização competente que permita haver recursos em todas as areas essenciais que permitam a gestão suave das mesmas para garantir segurança, educação, trabalho e saúde ( recursos básicos) de uma sociedade evoluída !
2ª parte - Mentalidade , existe mas é má e vem repetindo os erros dos últimos 20 anos, num pais onde as revistas cor de rosa e os jornais sensacionalistas vendem mais do que os programas de cultura, espectáculos e outras coisas que podem ajudar á formação, volto a este ponto mais tarde.
3ª e ultima parte - Civismo e responsabilidade social e criminal , este ponto é fulcral para percebemos as falhas graves cometidas nos outros 2 ao longo deste tempo, um sistema de justiça que não funciona ou tem prazos de funcionamento vergonhosos e um civismo que se evaporou ao longo dos anos e hoje ter um vislumbre do mesmo é quase como ver um saco cheio de notas abandonado no chão, raro e motivo de festa !
Agora vamos aprofundar mais cada parte...
1ª - Gostava que alguém explicasse como é possível um pais ter em simultâneo uma policia onde os agentes se suicidam em serviço e/ou descarregam na população em todas as oportunidades de o fazer pela calada ( os exemplos disto são vários ) e ao mesmo tempo um serviço de saúde e uma justiça que ora deixam morrer pessoas por faltas de meios ora deixam sair criminosos livremente quer por processos que se arrastam quer por falta de leis que protejam as policias e os cidadãos , não pode ser só uma questão de crise, estamos perante um gravíssimo problema de gestão pública, num pais onde quem trabalha/trabalhava para o estado é/foi visto como chulo e posto a andar, ninguém controlou se eram precisos 10000 e íamos ficar só com 1000, ninguém teve o cuidado de controlar as saídas, simplesmente vazaram o plantel do funcionalismo público sem olhar a meios e agora os resultados estão á vista, uma vergonha para uma sociedade que se diz avançada.
2ª - A mentalidade perdeu se, o civismo e a responsabilidade social perdeu se , hoje programas como a quinta e as revistas cor de rosa são mais vistas e compradas do que programas de arte e programas educacionais, isso reflecte a perda de mentalidade e identidade do estado e da sua população, um pais vendido aos interesses é um pais que abandona os seus valores em troca de dinheiro e foi isso que Portugal fez nos últimos anos, tudo o que eram ideologias que acompanhavam a história portuguesa foram fuziladas pela desculpa da crise e varridas do mapa como quem varre o chão.
Algo que é urgente recuperar é esse civismo e essa responsabilidade social , nenhuma sociedade evoluída sobrevive sem estes valores e estes princípios , bem como igualdade e o combate á corrupção.
3ª - Agora entramos no ultimo ponto, o mais importante, nenhuma sociedade sobrevive minada pelos interesses económicos e com indices vergonhosos de corrupção que ou são ignorados ou simplesmente são vistos como "mais uma má noticia", acordem caramba ! Andam a pagar para que estes indices de corrupção estejam onde estão, o 4º pais mais corrupto do mundo nada aparenta fazer para combater o problema, temos tribunais a rebentar pelas costuras, policia desmotivada e em alguns casos a descarregar na população, temos o cumulo de termos tido no ultimo governo 1 suspeito de um caso de corrupção como vice primeiro ministro ( digam lá que isto não é brincar? ) , brinca se na politica portuguesa , depois chamamos nomes aos alemães quando nos chamam lixo , quando internamente nós próprios aceitamos ser tratados como lixo e gozados na cara... Onde estava o governo para segurar a policia e evitar os suicidios nas forças policiais devido aos péssimos rendimentos e falta de condições de serviço? Onde estava o governo para evitar a falta de condições dos bombeiros, dos hospitais, dos tribunais , das escolas... A lista é interminável e o trabalho não começa agora , já devia ter começado á mais de 10 anos, podemos recuperar mas não é mantendo o rumo que o vamos fazer, é preciso agir , ser exigentes, responsabilizar e não aceitar que decidam por nós, sermos informados e não conformados. Tudo isto e muito mais !
Por hoje é tudo, obrigado pela leitura e até á próxima ( talvez com uma surpresa que ainda está em estudo).
Lembrem se de deixar o vosso "like" ou gosto , partilharem com o vosso pessoal e comentarem com a vossa opinião, esta vossa coruja agradece !
Saudações
A coruja
24/12/2015
17/11/2015
Bem vindos ao inferno
Bem vindos a este inferno,
onde todos seremos eternos.
Aqui não há diplomacias,
apenas audácia e eficácia.
Tiros, bombas, mortes,
silêncios pesados e constantes.
Sonhos perdidos em poucos instantes,
nestes crimes que nem poupam presidentes.
Tempos perdidos a assobiar para o lado,
ignorando a segurança que nos deixou antiguados.
Hoje assobiamos de novo perante mais uma série de erros,
esperando que sejam só situações que não tragam mais enterros.
Acorda Europa, evolui essa mentalidade,
de assobiar para o lado e manter esta vaidade.
De que nada necessita de ser alterado,
contra um inimigo anónimo mas aluado.
José Pina, "Reflexões", 17-11-2015
09/11/2015
No fogo deste inverno
Neste fogo que queima sem perdão,
por entre as palavras de mais um sacristão.
São estas as linhas deste inverno cavernoso,
em que se mata pessoas em nome da segurança do povo.
Passo por este fogo sem fato,
fato macaco neste fogo de mato.
Somos heróis destes sonhos de criança,
sobre o qual nunca perdemos esperanças.
Com tudo o que sofremos,
não desistimos e sempre interviemos.
Mesmo com condições que por vezes são vergonhosas,
neste sitio onde ter uma casa é considerado condições luxuosas.
Seguimos juntos, o caminho é só um,
mostrar que por mais que nos maltratem estamos aqui sem mal nenhum.
Por quem precisa , hoje e sempre,
somos heróis anónimos eternamente.
José Pina, 10-11-2015 , Rotterdão , Holanda.
Dedicatória especial a todas as corporações de B.V´s (bombeiros voluntários) mundiais.
por entre as palavras de mais um sacristão.
São estas as linhas deste inverno cavernoso,
em que se mata pessoas em nome da segurança do povo.
Passo por este fogo sem fato,
fato macaco neste fogo de mato.
Somos heróis destes sonhos de criança,
sobre o qual nunca perdemos esperanças.
Com tudo o que sofremos,
não desistimos e sempre interviemos.
Mesmo com condições que por vezes são vergonhosas,
neste sitio onde ter uma casa é considerado condições luxuosas.
Seguimos juntos, o caminho é só um,
mostrar que por mais que nos maltratem estamos aqui sem mal nenhum.
Por quem precisa , hoje e sempre,
somos heróis anónimos eternamente.
José Pina, 10-11-2015 , Rotterdão , Holanda.
Dedicatória especial a todas as corporações de B.V´s (bombeiros voluntários) mundiais.
02/11/2015
Dedicatórias 03-11-2015
[P]elos recantos do sonho,
[O]ndas invadiram de forma medonha.
[R]ecriando tempos de outrora que nos trouxeram tanta dor,
[T]estando as nossas caracteristicas de sobrevivência e rancor.
[U]nião, amor, dor, tristeza,
[G]ritos que ecoaram por várias cidades e florestas.
[A]inda hoje essas almas são lembradas pelo passado,
[L]evando a que as cópias do presente sejam esquecidas neste presente adaptado.
[O]ndas invadiram de forma medonha.
[R]ecriando tempos de outrora que nos trouxeram tanta dor,
[T]estando as nossas caracteristicas de sobrevivência e rancor.
[U]nião, amor, dor, tristeza,
[G]ritos que ecoaram por várias cidades e florestas.
[A]inda hoje essas almas são lembradas pelo passado,
[L]evando a que as cópias do presente sejam esquecidas neste presente adaptado.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
[K]evlar, és feito de kevlar,
[O]nde as balas batem mas tu sentes como se fosse ar.
[T]erroristas verbais da mensagem que todos apoiamos,
[A]lém mar , entre sonhos em que todos os punhos cerramos.
[O]nde as balas batem mas tu sentes como se fosse ar.
[T]erroristas verbais da mensagem que todos apoiamos,
[A]lém mar , entre sonhos em que todos os punhos cerramos.
[P]elos recantos de uma tuga agastada,
[H]onras a mensagem condecorada.
[I]nternacionalmente procurados por várias destas armadas,
[L]evando a vida suburbana neste sonho português,
[L]evando o melhor deste sonho em nome do próximo freguês.
[H]onras a mensagem condecorada.
[I]nternacionalmente procurados por várias destas armadas,
[L]evando a vida suburbana neste sonho português,
[L]evando o melhor deste sonho em nome do próximo freguês.
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[D]iana, qual Miguel Ângelo da tela,
[A] tela pintada pela mais simples aguarela.
[N]ão mente mas sente em relação ao que se exprime nela,
[N]ão vive mas imagens nascem dela,
[A]inda que o sonho seja sempre dar lhe vida.
[A] tela pintada pela mais simples aguarela.
[N]ão mente mas sente em relação ao que se exprime nela,
[N]ão vive mas imagens nascem dela,
[A]inda que o sonho seja sempre dar lhe vida.
[D]e onde o tempo partiu,
[I]dolatrada por quem a arte sente.
[I]guala em qualidade o que a tela demonstra em discussão.
[I]dolatrada por quem a arte sente.
[I]guala em qualidade o que a tela demonstra em discussão.
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[F]ábia , neste hip hop que amamos,
[A]té que o sonho deixe de ser o que ansiamos.
[B]ebendo desta inspiração crescente,
[I]ndagamos a vertente criativa desta nova vertente.
[A]inda que o sonho seja feito de puxões contínuos.
[A]té que o sonho deixe de ser o que ansiamos.
[B]ebendo desta inspiração crescente,
[I]ndagamos a vertente criativa desta nova vertente.
[A]inda que o sonho seja feito de puxões contínuos.
[M]as a voz que o passado te deu,
[A] vertente de quem a ouve e sente.
[I]r e não sentir, é como se fossem hip hopianos ateus,
[A]inda que o valor esteja lá, não percebem que só a ele mente.
[A] vertente de quem a ouve e sente.
[I]r e não sentir, é como se fossem hip hopianos ateus,
[A]inda que o valor esteja lá, não percebem que só a ele mente.
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[M]ais do que um silêncio deste treino entre actores,
[A]lém de que liderar homens seja mais do que conciliar egos,esforço e dor.
[R]ir, mantendo o profissionalismo,
[C]olocando sempre entraves ao absentismo.
[O]nde o clube sai ganhador mesmo que no resultado seja vencido.
[A]lém de que liderar homens seja mais do que conciliar egos,esforço e dor.
[R]ir, mantendo o profissionalismo,
[C]olocando sempre entraves ao absentismo.
[O]nde o clube sai ganhador mesmo que no resultado seja vencido.
[B]aila neste universo desportivo,
[A]té que o tempo seja algo nocivo.
[L]eva os assobios como motivações,
[E]ntre pausas do que transmite as emoções.
[L]eva agora esta taça de quem lá está sempre,
[A]té que o espirito ultra se desvaneça neste presente.
[A]té que o tempo seja algo nocivo.
[L]eva os assobios como motivações,
[E]ntre pausas do que transmite as emoções.
[L]eva agora esta taça de quem lá está sempre,
[A]té que o espirito ultra se desvaneça neste presente.
31/10/2015
Olá presente, adeus futuro
Lisboa, 25 de Novembro de 2024.
Paulo era um jovem aventureiro, 26 anos , 1,85m , 75 quilos, dava o seu corpo ás balas num trabalho mal pago e subvalorizado, no entanto ele lutava diariamente pela classe que tanto o empurrava para o fundo, as 8 horas rapidamente se transformavam em 16, os fins de semana passaram a fazer rapidamente parte da sua rotina de trabalho, o tempo avançava mas Paulo continuava no tempo presente.
Paulo era talvez o jovem mais habituado à sua realidade, confortado ao que era os tempos de trabalho árduo com tão pouco beneficio, até que o dia em que Paulo se sentia farto do seu tempo e do seu espaço chegou e com ele trouxe os ventos de mudança, uma mudança árdua mas proveitosa.
Tarde de 25 de Novembro de 2024 , 16:00 na bela cidade de Espinho, Paulo estava como sempre no seu trabalho (empregado de mesa) , fazia por essa altura um turno de 16 horas quando pela porta do seu pequeno restaurante entrou o seu futuro.
1,74m , 89 quilos, cabelo grisalho e um aspecto de sabedoria, era assim que se apresentava o futuro de Paulo, depois do pedido e perante o desenrolar da conversa as apresentações estavam feitas, o senhor Joaquim era empresário fazia já muitas gerações e estava ali não só para ajudar Paulo a subir as suas qualidades como também para o ensinar onde e quando devia agir perante o mercado.
Paulo não estava receptivo no inicio mas deixou se convencer com o tempo, passaram se 3 meses e Paulo começava a ver progressos na sua forma de atender, assistir e mais tarde possuir um negócio.
Noite de 22 de Fevereiro de 2025 , Paulo estava a sair do seu restaurante quando o destino se cruzou com ele, um pequeno táxi amarelo atropelou-o perante o olhar incrédulo de dezenas de clientes que viram em fúria o condutor fugir.
No dia seguinte Paulo acordava no hospital, ao risco da sua morte juntava se agora o risco de tudo aquilo que tinha trabalhado nestes meses ir por água abaixo pela acção ruinosa de um condutor negligente.
Ao seu lado Paulo tinha Isabel , sua namorada que de pronto correu para o hospital , entre lágrimas perdidas na sala de espera e telefonemas de incógnitas que transmitia á sua familia e á familia de Paulo , Isabel esperou 5 horas pelo acordar do namorado na sua cabeça rodaram 1001 cenários e como devem imaginar alguns não muito agradavéis.
O Dr.Francisco aproximou se da cama de Paulo, perguntou com uma voz rouca que retratava o já longo turno a operar se ele queria que Isabel estivesse ali para a operação que se avizinhava, ele abanou a cabeça afirmativamente e na dificuldade de quem não consegue nem respirar deu um amo-te a Isabel.
As enfermeiras levaram Paulo para a preparação para ser operado, sabia se á partida que a sua vida estava em risco , não só por puder morrer mas também porque em caso de sobreviver havia a hipotese de ficar com longos problemas fisicos no que restava da sua vida.
2 horas depois, o Dr Francisco sai da sala de operações, passa pela máquina do café numa derradeira tentativa de se manter acordado quando o cansaço começa a pesar após as 16horas consecutivas do seu turno e dirige se á sala de espera, encontra Isabel com a mão sobre os olhos , vê nos seus olhos a réstia da lágrima que nas ultimas 2 horas insistiu em cair permanentemente, o que era a maquilhagem do dia é agora só um borrão, o que era o sorriso é agora uma lágrima.
O Dr.Francisco pede a Isabel que o acompanhe até ao gabinete, ela assim faz insistindo permanentemente na pergunta de como correu a operação, já depois de entrar no gabinete e após estar sentada o dr Francisco diz lhe que Paulo está livre de perigo mas que a sua recuperação pode ser longa, ele estima uma recuperação completa até 5 anos , 2 anos para voltar a andar , "isto se correr bem" sublinha ele.
"2 anos ??? " pergunta Isabel quase incrédula, mas e o restaurante? e as propostas que ele tinha para o futuro? isso não pode esperar 2 anos !
O Dr Francisco levanta se, diz lhe para ter calma, por vezes é mais rápido mas este é o pior dos cenários que podemos esperar. Isabel levanta se , agradece ao dr pelo seu trabalho e sai do gabinete, liga para Carlos (grande amigo de Paulo e do casal no geral) , diz lhe o que acabou de ouvir do médico e Carlos tenta acalma-la prontificando se a ajudar no restaurante enquanto Paulo estivesse a recuperar, Isabel agradece mas diz lhe que tem de pensar.
Manhã do dia 27 , Carlos está junto á cama de Paulo que ainda ensonado agradece lhe a visita, de súbito entra o senhor dos cabelos grisalhos, Carlos fica estupefacto com esta visita surpresa, o homem apresenta se a Carlos dizendo ser Manuel Sousa, um empresário local ligado á restauração à mais de 20 anos, diz que segue o trabalho de Paulo à perto de 3 anos e que nunca viu ninguém tão competente, ele diz que tem um grupo de restauração e que se Paulo o autorizar ele pode incorporar o negócio de Paulo no seu grupo durante os 2 anos assumindo os custos todos e dando 50% dos lucros a Paulo, após os 2 anos e caso Paulo se encontre em condições pode retomar a gestão do seu negócio sem qualquer pagamento mais ao grupo de Manuel.
Carlos ouve a proposta, promete ao sr Manuel que depois de conversar com Isabel e com Paulo sobre o assunto lhe dão uma resposta sobre a proposta, o sr Manuel despede se dizendo para pensarem com calma que não há pressa e desejando as rápidas melhoras mantendo se á disposição para qualquer ajuda necessária.
Carlos liga a Isabel que ouve a proposta e de pronto lhe diz que prefere falar pessoalmente, combinam no hospital dentro de 15 minutos. Isabel chega junto a Carlos , cumprimenta o brevemente e dá um longo beijo em Paulo que entretanto despertou e por entre frases escritas e semi palavras ditas em esforço diz aceitar a proposta do sr Manuel.
Isabel pergunta lhe se ele tem a certeza e ele diz lhe que sim, Carlos intromete se e diz lhe que concorda com a decisão, afinal a recuperação vai ser longa e sempre é melhor receber 50% do que não receber nada e ter o restaurante fechado.
Isabel liga ao sr Manuel para lhe dizer que aceitam a proposta, ele fica de passar no hospital para assinarem a passagem temporária de gestão para o nome do seu grupo, Isabel concorda , desliga e lava se novamente em lágrimas.
Contracto assinado, 2 anos passaram e Paulo já anda, não faz a gestão do restaurante mas ajuda no que pode, o sr.Manuel foi uma espécie de anjo que calhou no caminho de Paulo e ele sabe isso, a gestão do restaurante é hoje feita por Sofia , a mulher de Paulo, Isabel não aguentou a pressão e a dificuldade dos 2 anos de problemas constantes e partiu para longe, Sofia era uma das enfermeiras do hospital que reconfortou Paulo e dai nasceu um namoro prolongado e mais tarde um casamento que tem já um rebento a caminho.
15 de Outubro , Paulo estava no restaurante quando recebe uma chamada era Marco o sub gerente do grupo do sr Manuel que lhe ligava para o informar que o sr.Manuel tinha falecido vitima de morte súbita, Paulo chorou dia e noite durante 15 dias , perdia o seu anjo e amigo que tanto o tinha ajudado no seu infortúnio.
José Pina, Rotterdão , Holanda .
Paulo era um jovem aventureiro, 26 anos , 1,85m , 75 quilos, dava o seu corpo ás balas num trabalho mal pago e subvalorizado, no entanto ele lutava diariamente pela classe que tanto o empurrava para o fundo, as 8 horas rapidamente se transformavam em 16, os fins de semana passaram a fazer rapidamente parte da sua rotina de trabalho, o tempo avançava mas Paulo continuava no tempo presente.
Paulo era talvez o jovem mais habituado à sua realidade, confortado ao que era os tempos de trabalho árduo com tão pouco beneficio, até que o dia em que Paulo se sentia farto do seu tempo e do seu espaço chegou e com ele trouxe os ventos de mudança, uma mudança árdua mas proveitosa.
Tarde de 25 de Novembro de 2024 , 16:00 na bela cidade de Espinho, Paulo estava como sempre no seu trabalho (empregado de mesa) , fazia por essa altura um turno de 16 horas quando pela porta do seu pequeno restaurante entrou o seu futuro.
1,74m , 89 quilos, cabelo grisalho e um aspecto de sabedoria, era assim que se apresentava o futuro de Paulo, depois do pedido e perante o desenrolar da conversa as apresentações estavam feitas, o senhor Joaquim era empresário fazia já muitas gerações e estava ali não só para ajudar Paulo a subir as suas qualidades como também para o ensinar onde e quando devia agir perante o mercado.
Paulo não estava receptivo no inicio mas deixou se convencer com o tempo, passaram se 3 meses e Paulo começava a ver progressos na sua forma de atender, assistir e mais tarde possuir um negócio.
Noite de 22 de Fevereiro de 2025 , Paulo estava a sair do seu restaurante quando o destino se cruzou com ele, um pequeno táxi amarelo atropelou-o perante o olhar incrédulo de dezenas de clientes que viram em fúria o condutor fugir.
No dia seguinte Paulo acordava no hospital, ao risco da sua morte juntava se agora o risco de tudo aquilo que tinha trabalhado nestes meses ir por água abaixo pela acção ruinosa de um condutor negligente.
Ao seu lado Paulo tinha Isabel , sua namorada que de pronto correu para o hospital , entre lágrimas perdidas na sala de espera e telefonemas de incógnitas que transmitia á sua familia e á familia de Paulo , Isabel esperou 5 horas pelo acordar do namorado na sua cabeça rodaram 1001 cenários e como devem imaginar alguns não muito agradavéis.
O Dr.Francisco aproximou se da cama de Paulo, perguntou com uma voz rouca que retratava o já longo turno a operar se ele queria que Isabel estivesse ali para a operação que se avizinhava, ele abanou a cabeça afirmativamente e na dificuldade de quem não consegue nem respirar deu um amo-te a Isabel.
As enfermeiras levaram Paulo para a preparação para ser operado, sabia se á partida que a sua vida estava em risco , não só por puder morrer mas também porque em caso de sobreviver havia a hipotese de ficar com longos problemas fisicos no que restava da sua vida.
2 horas depois, o Dr Francisco sai da sala de operações, passa pela máquina do café numa derradeira tentativa de se manter acordado quando o cansaço começa a pesar após as 16horas consecutivas do seu turno e dirige se á sala de espera, encontra Isabel com a mão sobre os olhos , vê nos seus olhos a réstia da lágrima que nas ultimas 2 horas insistiu em cair permanentemente, o que era a maquilhagem do dia é agora só um borrão, o que era o sorriso é agora uma lágrima.
O Dr.Francisco pede a Isabel que o acompanhe até ao gabinete, ela assim faz insistindo permanentemente na pergunta de como correu a operação, já depois de entrar no gabinete e após estar sentada o dr Francisco diz lhe que Paulo está livre de perigo mas que a sua recuperação pode ser longa, ele estima uma recuperação completa até 5 anos , 2 anos para voltar a andar , "isto se correr bem" sublinha ele.
"2 anos ??? " pergunta Isabel quase incrédula, mas e o restaurante? e as propostas que ele tinha para o futuro? isso não pode esperar 2 anos !
O Dr Francisco levanta se, diz lhe para ter calma, por vezes é mais rápido mas este é o pior dos cenários que podemos esperar. Isabel levanta se , agradece ao dr pelo seu trabalho e sai do gabinete, liga para Carlos (grande amigo de Paulo e do casal no geral) , diz lhe o que acabou de ouvir do médico e Carlos tenta acalma-la prontificando se a ajudar no restaurante enquanto Paulo estivesse a recuperar, Isabel agradece mas diz lhe que tem de pensar.
Manhã do dia 27 , Carlos está junto á cama de Paulo que ainda ensonado agradece lhe a visita, de súbito entra o senhor dos cabelos grisalhos, Carlos fica estupefacto com esta visita surpresa, o homem apresenta se a Carlos dizendo ser Manuel Sousa, um empresário local ligado á restauração à mais de 20 anos, diz que segue o trabalho de Paulo à perto de 3 anos e que nunca viu ninguém tão competente, ele diz que tem um grupo de restauração e que se Paulo o autorizar ele pode incorporar o negócio de Paulo no seu grupo durante os 2 anos assumindo os custos todos e dando 50% dos lucros a Paulo, após os 2 anos e caso Paulo se encontre em condições pode retomar a gestão do seu negócio sem qualquer pagamento mais ao grupo de Manuel.
Carlos ouve a proposta, promete ao sr Manuel que depois de conversar com Isabel e com Paulo sobre o assunto lhe dão uma resposta sobre a proposta, o sr Manuel despede se dizendo para pensarem com calma que não há pressa e desejando as rápidas melhoras mantendo se á disposição para qualquer ajuda necessária.
Carlos liga a Isabel que ouve a proposta e de pronto lhe diz que prefere falar pessoalmente, combinam no hospital dentro de 15 minutos. Isabel chega junto a Carlos , cumprimenta o brevemente e dá um longo beijo em Paulo que entretanto despertou e por entre frases escritas e semi palavras ditas em esforço diz aceitar a proposta do sr Manuel.
Isabel pergunta lhe se ele tem a certeza e ele diz lhe que sim, Carlos intromete se e diz lhe que concorda com a decisão, afinal a recuperação vai ser longa e sempre é melhor receber 50% do que não receber nada e ter o restaurante fechado.
Isabel liga ao sr Manuel para lhe dizer que aceitam a proposta, ele fica de passar no hospital para assinarem a passagem temporária de gestão para o nome do seu grupo, Isabel concorda , desliga e lava se novamente em lágrimas.
Contracto assinado, 2 anos passaram e Paulo já anda, não faz a gestão do restaurante mas ajuda no que pode, o sr.Manuel foi uma espécie de anjo que calhou no caminho de Paulo e ele sabe isso, a gestão do restaurante é hoje feita por Sofia , a mulher de Paulo, Isabel não aguentou a pressão e a dificuldade dos 2 anos de problemas constantes e partiu para longe, Sofia era uma das enfermeiras do hospital que reconfortou Paulo e dai nasceu um namoro prolongado e mais tarde um casamento que tem já um rebento a caminho.
15 de Outubro , Paulo estava no restaurante quando recebe uma chamada era Marco o sub gerente do grupo do sr Manuel que lhe ligava para o informar que o sr.Manuel tinha falecido vitima de morte súbita, Paulo chorou dia e noite durante 15 dias , perdia o seu anjo e amigo que tanto o tinha ajudado no seu infortúnio.
José Pina, Rotterdão , Holanda .
29/10/2015
Novo Design e esclarecimentos
Olá caros leitores, pois é com o regresso aos textos trouxe também um novo design para "O mundo de Palavras" , eu sei que muitos de vós admiravam o estilo dark que toda a marca deste nosso espaço tinha mas este novo design mais limpo pretende que seja mais fácil não só ler e acompanhar os ultimos posts e novidades aqui do blogue como também ter menos publicidades ( ou nenhumas praticamente) , aproveito também para falar um pouco sobre o que nos reservam os próximos tempos, vocês não sabem mas eu vou dizer vos agora mas eu durante este mês em que regressei estive prestes a embarcar numa aventura ibérica que me iria colocar em Espanha, não fui por vários motivos mas o principal prende se com o facto de no meu pensamento gostar de seguir uma regra de ouro que consiste em sempre que possivel planear muito bem as aventuras em que entro e especialmente quando envolve mudar de pais novamente.
Posto isto e falando mais concretamente dos projectos para o blogue, em breve vou retomar a eleição da caneta dourada que como sabem junto com outras crónicas tem ficado parada devido ao facto de devido a um problema informático sem solução conhecida eu ter perdido todo o conteudo do meu disco ( incluindo logos e material de edição de imagem) , dai não estar facíl esse retomar da nomeação mas prometo que ou já no final de Novembro ou no inicio de Dezembro farei de tudo para tentar trazer essas crónicas e em especial a Caneta Dourada.
Quanto a textos vão continuar a sair , quero deixar um pedido de desculpas público a uma pessoa , ao Marco Balela cuja dedicatória está a demorar mais do que eu (e ele calculo) estavamos a contar. Para fechar este post quero agradecer a quem ajudou a divulgar os últimos textos, a nivel do design ainda contém umas falhas no que a posts e formatação dos mesmos diz respeito mas serão corrigidos ao longo da próxima semana.
Saudações a todos e obrigado pela visita.
José Pina.
Posto isto e falando mais concretamente dos projectos para o blogue, em breve vou retomar a eleição da caneta dourada que como sabem junto com outras crónicas tem ficado parada devido ao facto de devido a um problema informático sem solução conhecida eu ter perdido todo o conteudo do meu disco ( incluindo logos e material de edição de imagem) , dai não estar facíl esse retomar da nomeação mas prometo que ou já no final de Novembro ou no inicio de Dezembro farei de tudo para tentar trazer essas crónicas e em especial a Caneta Dourada.
Quanto a textos vão continuar a sair , quero deixar um pedido de desculpas público a uma pessoa , ao Marco Balela cuja dedicatória está a demorar mais do que eu (e ele calculo) estavamos a contar. Para fechar este post quero agradecer a quem ajudou a divulgar os últimos textos, a nivel do design ainda contém umas falhas no que a posts e formatação dos mesmos diz respeito mas serão corrigidos ao longo da próxima semana.
Saudações a todos e obrigado pela visita.
José Pina.
28/10/2015
Rumo ao sonho deste nosso destino
Um sonho por entre tantos episódios,
Mas hoje esse sonho já não pode ser acessório.
Antes que o sonho acabe e tudo passe a ser obrigatório.
Vais onde, perguntaram tantos ao longo do caminho,
Acreditavam eles que este era um sonho fora do meu destino.
Cá esperavam os verdadeiros, sempre com a crença de quem não vive sonhos namoradeiros,
Ainda que os passos sejam ainda pequenos, neste nosso ultimo destino.
Nunca a mentira teve tanto sentido,
Ondulando perante a tristeza deste nosso novo enredo.
Mais que um sonho , este é o nosso destino,
Atingir o patamar em que tudo é feito sem tino.
Com apenas vontades de quem já nada vai perder,
De onde vimos não basta ter, tens de ser.
O que tu queres , baseia te numa luta justa,
Nao te percas pelo caminho com a percepção de novas astúcias.
Ainda que o caminho seja feito de estrada esburacada,
Lembra te , este é o nosso caminho.
De entre esta rota coordenada,
Saimos rumo a um só destino.
#Dedicatórias #recomeçarosepisódiosdo1 #BlabPT
Dedicado ao grupo BLABPT , em especial ao Vitor Silva já que foi graças a um episódio humoristico dele que todo este texto foi ganhando forma.
Abraço
José Pina, 28 Outubro de 2015, Rotterdão - Holanda.
22/10/2015
Regresso de férias + 3 textos (Mundo Diferente,Os Sonhos dos Loucos e Correntes deste rio de sangue)
Boa noite amigos, hoje marco o regresso ao blogue, trago vos 3 textos escritos neste período de férias, espero que gostem ...
"Mundo Diferente"
Neste mundo sem leis,
onde indiferentes sem quartéis.
São recebidos por adjuntos sem anéis,
E sem medo dos infiéis.
onde indiferentes sem quartéis.
São recebidos por adjuntos sem anéis,
E sem medo dos infiéis.
São os sonhos coloridos,
deste exercito de destemidos.
Com a coragem dos demais,
Também nos somos de mais.
deste exercito de destemidos.
Com a coragem dos demais,
Também nos somos de mais.
Quem procura também encontra,
Já se dizia no faz de conta.
Que és rico mas tem em conta,
Que um dia tudo se encontra.
Já se dizia no faz de conta.
Que és rico mas tem em conta,
Que um dia tudo se encontra.
Se o tempo rasteira pregar,
Deixa outro praguejar.
E se ele não se calar,
Deixa que o tempo dele vai tratar.
Deixa outro praguejar.
E se ele não se calar,
Deixa que o tempo dele vai tratar.
Jose Pina, 17 Outubro de 2015
"Os Sonhos dos Loucos"
Neste ritmo dos loucos,
onde só os sonhos se tornam moucos.
Aos ouvidos dos demais ,
para quem somos sempre iguais.
onde só os sonhos se tornam moucos.
Aos ouvidos dos demais ,
para quem somos sempre iguais.
Saltam se as barreiras,
Nesta corrida contra as nossas maneiras.
Somos todos sérios e sem brincadeiras,
Dizem eles sem noção da sua asneira.
Nesta corrida contra as nossas maneiras.
Somos todos sérios e sem brincadeiras,
Dizem eles sem noção da sua asneira.
Somos altos, baixos , gordos , magros,
Gostamos da noite e do dia em largos tragos.
Somos anti sociais mas parados jamais.
Somos diferentes deste mundo , somos desiguais.
Gostamos da noite e do dia em largos tragos.
Somos anti sociais mas parados jamais.
Somos diferentes deste mundo , somos desiguais.
Somos criativos, reservados, boémios,
Mentes alagadas pelas ideias cobertas de sépia.
Por entre mentes sem "génios",
Onde todos os sonhos são seda que derrete.
Mentes alagadas pelas ideias cobertas de sépia.
Por entre mentes sem "génios",
Onde todos os sonhos são seda que derrete.
Jose Pina, 16 Outubro de 2015
"Correntes deste rio de sangue"
Rio de sangue que corres neste leito,
Neste leito de farpas e matança.
Neste leito onde perco a esperança,
A esperança com que hoje já não me deito.
Neste leito de farpas e matança.
Neste leito onde perco a esperança,
A esperança com que hoje já não me deito.
Sonho hoje com um rio de agua sem turbulência,
Mesmo desmentido pela minha experiência.
Acordo hoje com o som da corrente ,
Que me percorre a espinha escapando a tangente.
Mesmo desmentido pela minha experiência.
Acordo hoje com o som da corrente ,
Que me percorre a espinha escapando a tangente.
Estas aguas turbulentas onde navego,
São as aguas de um novo rodeio.
Onde me perco sem medo nem sossego,
Onde sou pescador sem credo.
São as aguas de um novo rodeio.
Onde me perco sem medo nem sossego,
Onde sou pescador sem credo.
Quem és tu que insistes em invadir estas minhas aguas de sangue,
Com esse olhar frágil e essa presença tão leve.
Quem és tu cujo pensamento e de que o sangue já não se derrame.
Neste sonho sangrento mas tão breve.
Com esse olhar frágil e essa presença tão leve.
Quem és tu cujo pensamento e de que o sangue já não se derrame.
Neste sonho sangrento mas tão breve.
Jose Pina,11 Outubro de 2015.
20/09/2015
Uma mão aberta cheia de nada
Se o tempo te podia ensinar algo,
ele ensinou que o melhor é ter as lágrimas deste saldo.
Este saldo que te faz perguntar onde andam as soluções,
quando todo o tempo é agora feito de complicações.
Ao ritmo da batida mais triste atravessas esse deserto,
de emoção, sentimento e sensação.
Em que até o homem mais honesto,
mentiu dizendo que não chora ao viver esta ilusão.
Se o destino te trouxer uma roleta,
jogarás o teu destino enquanto o tempo passa.
E na imagem de uma simples ampulheta,
vais perceber que a vida nunca se apaga.
Mas o tempo também é alegria,
sabes isso desde que nasceu a tua cria.
Hoje o tempo apaga este percurso da mais simples antipatia,
em que se tornou este teu novo dia.
José Pina, 20 Setembro de 2015 , Torres Vedras, Portugal.
ele ensinou que o melhor é ter as lágrimas deste saldo.
Este saldo que te faz perguntar onde andam as soluções,
quando todo o tempo é agora feito de complicações.
Ao ritmo da batida mais triste atravessas esse deserto,
de emoção, sentimento e sensação.
Em que até o homem mais honesto,
mentiu dizendo que não chora ao viver esta ilusão.
Se o destino te trouxer uma roleta,
jogarás o teu destino enquanto o tempo passa.
E na imagem de uma simples ampulheta,
vais perceber que a vida nunca se apaga.
Mas o tempo também é alegria,
sabes isso desde que nasceu a tua cria.
Hoje o tempo apaga este percurso da mais simples antipatia,
em que se tornou este teu novo dia.
José Pina, 20 Setembro de 2015 , Torres Vedras, Portugal.
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